Polícia reprime protesto com violência na Venezuela

Manifestantes saem às ruas contra a escassez de alimentos. Tropa de choque usou gás lacrimogêneo para dispersar grupo. Jornalistas denunciam agressões e roubos sofridos em ato.

As forças de segurança da Venezuela usaram gás lacrimogêneo para deter dezenas de manifestantes em Caracas que protestavam contra a escassez de alimentos. A polícia e militares impediram que a marcha seguisse por uma avenida que leva ao palácio presidencial.

Mais de cem pessoas caminhavam pela avenida pedindo comida quando a tropa de choque da polícia lançou gás lacrimogêneo contra o grupo para dispersá-lo. Moradores da região saíram nas janelas batendo panelas e gritando insultos contra as forças de segurança. Alguns policiais entraram em confronto com os manifestantes.

A Venezuela enfrenta uma crise econômica profunda. A escassez de alimentos, água, medicamentos e energia elétrica tem gerado uma série de protestos na capital do país nas últimas semanas. A oposição organizou também várias marchas contra o presidente Nicolas Maduro, mas o governo sempre as impede de se aproximar do palácio presidencial, usando violência.

O protesto desta quinta-feira reuniu pessoas carentes que esperaram horas para poder comprar alimentos com preços subsidiados. A marcha começou com a revolta de pessoas ao ver que indivíduos aparentemente ligados ao governo puderam pegar alimentos sem precisar entrar na fila.

Jornalistas denunciaram agressões e roubos sofridos durante o ato. "Durante a cobertura do protesto contra a escassez de alimentos, pelo menos 15 trabalhadores da imprensa foram atingidos pela atuação da Guarda Nacional e de grupos civis armados que os roubaram, ameaçaram e bateram", disse o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa e pediu a investigação das denúncias.

O Ministério Público afirmou que designou uma fiscal para investigar as agressões e os roubos de equipamentos durante o protesto.

A crise no país levou Maduro a instaurar de um "estado e exceção e emergência econômica", que dá ao governo poderes excepcionais para combater a crise, além das supostas ameaças ao regime venezuelano. Os críticos afirmam que a medida permitirá que o governo exproprie empresas que não produzam alimentos básicos suficientes ou que falhem ao se enquadrar em outros critérios adotados pela administração pública.

Como medidas para reduzir o consumo de energia, o governo liberou os funcionários públicos de trabalharem às sextas-feiras e adotou um novo fuso horário.

CN/rtr/ap/efe

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