Atirador de Orlando é identificado

Homem que matou 50 pessoas em casa noturna gay era cidadão americano de ascendência afegã e não possuía ficha criminal. Maior massacre da história dos EUA faz Flórida declarar estado de emergência.

O atirador que abriu fogo contra os frequentadores de uma casa noturna gay em Orlando neste domingo (12/06) foi identificado como Omar Siddiqui Mateen, cidadão americano de ascendência afegã que vivia em Port St. Lucie, também na Flórida.

Leia mais: "Ele atirou durante um minuto sem parar", relata sobrevivente.

O homem de 30 anos matou 50 pessoas e feriu 53, segundo o prefeito da cidade americana, Buddy Dyer. A identificação foi confirmada pelo congressista democrata Alan Grayson.

O FBI, que classificou o episódio como "ato terrorista", informou que ele não possuía histórico criminal. Os investigadores apuram se ele tinha ligações com extremistas islâmicos ou se praticou crime de ódio.

"Se foi uma atividade terrorista doméstica ou internacional é algo que ainda vamos descobrir", afirmou Danny Banks, agente especial do Departamento de Execuções Penais do estado da Flórida.

O maior massacre da história dos Estados Unidos fez a Flórida e a cidade de Orlando declararem estado de emergência. A Casa Branca informou que o presidente americano, Barack Obama, está acompanhando as investigações junto ao FBI.

Tiros ininterruptos e reféns

O atirador armado com um rifle e uma pistola entrou na boate por volta das 2h (horário local) e disparou interruptamente durante um minuto contra os frequentadores do clube noturno Pulse, na área central da cidade, segundo relato de testemunhas.

Dois policiais que estavam próximos ao local trocaram tiros com homem, que foi para os fundos da boate. Ele manteve os sobreviventes que não conseguiram fugir como reféns durante três horas.

Agentes da Swat, forças especiais da polícia americana, entraram no local às 5h (horário local) e trocaram tiros com atirador, que morreu. Cerca de 30 pessoas foram resgatadas.

De acordo com o chefe da polícia de Orlando, John Mina, um dos dois policiais que trocaram os primeiros tiros com atirador sofreu ferimentos na face. "O capacete salvou a vida dele", contou.

Os corpos permanecem dentro da casa noturna. "Há sangue por todo o lado", disse Dyer. De acordo com os peritos, a identificação das vítimas "levará um tempo". Os feridos foram levados para três hospitais da região.

KG/afp/rtr

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