Atirador de Orlando jurou lealdade ao EI

Omar Mateen, vigilante americano de origem afegã, teria ligado à polícia antes do ataque para exaltar líder do grupo extremista. Pai diz que homofobia motivou o massacre. Ex-mulher o descreve como violento e instável.

O atirador que abriu fogo contra os frequentadores de uma casa noturna gay em Orlando neste domingo (12/06) foi identificado como Omar Mateen, cidadão americano de ascendência afegã que vivia em Port St. Lucie, também na Flórida.

Leia mais: "Ele atirou durante um minuto sem parar", relata sobrevivente.

O homem de 29 anos seria o responsável por matar 50 pessoas e ferir outras 53. Nascido em Nova York, Mateen trabalhava como segurança privado e era vigiado pelo FBI desde 2013. Ele estava na lista de simpatizantes do grupo "Estado Islâmico" (EI). A polícia federal americana classificou o episódio como "ato terrorista".

"Se foi uma atividade terrorista doméstica ou internacional é algo que ainda vamos descobrir", afirmou Danny Banks, agente especial do Departamento de Execuções Penais do estado da Flórida.

O maior massacre da história dos Estados Unidos fez a Flórida e a cidade de Orlando declararem estado de emergência.

De acordo com a rede de televisão americana NBC News, Mateen teria ligado para o número de emergência da polícia de Orlando antes do massacre para jurar lealdado ao líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi.

Pai se diz "em choque"

Em entrevista à NBC News, o pai de Mateen, Mir Seddique, pediu desculpas e disse que a família está chocada com o massacre.

"Peço desculpas pelo incidente. Não tínhamos a consciência de que ele estivesse premeditando algum tipo de ação. Estamos em estado de choque assim como todo o país", disse.

Seddique disse que o crime não deve ter sido cometido por motivos religiosos, mas por homofobia. Ele contou que meses atrás o filho ficou transtornado ao ver dois homens se beijando durante viagem em Miami. "Isso não tem nada a ver com religião", afirmou o pai.

Em entrevista ao jornal Washington Post, a ex-mulher do atirador afirmou que sofreu diversas agressões e que Mateen era violento e tinha comportamento instável.

"Ele me batia. Chegava em casa e começava a me agredir só porque as roupas não estavam lavadas ou coisas do tipo", contou.

KG/afp/rtr

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