Atirador mata ao menos 50 pessoas em boate gay na Flórida

Homem abre fogo contra frequentadores de clube noturno no centro de Orlando, faz reféns por três horas e é morto pela polícia. Mais de 50 ficam feridos. Incidente é investigado como ato de terrorismo pelo FBI.

Um tiroteio numa boate gay em Orlando, na Flórida, deixou ao menos 50 mortos e 53 feridos na madrugada deste domingo (12/06). "Muitas vidas foram perdidas. Há muitos corpos no local", informou a polícia de Orlando.

Um homem armado, com um rifle e uma pistola abriu fogo contra os frequentadores do clube noturno Pulse, na área central da cidade, e fez reféns por cerca de três horas. A polícia decidiu entrar no local e trocou tiros com o criminoso, que foi morto. Ele foi inicialmente identificado pela imprensa local como Omar S., americano de ascedência afegã.

O FBI classificou o incidente como "ato de terrorismo". Os investigadores consideram a possibilidade de o suspeito ter ligação com o extremismo islâmico. Segundo a polícia, o homem, que não é da região de Orlando, planejou o ataque.

"Nossa comunidade é forte. Precisamos ajudar uns aos outros para lidar com essa situação", afirmou o prefeiro de Orlando, Buddy Dyer.

"20, 40, 50 tiros"

A identidade do suspeito ainda não foi revelada. Uma testemunha que estava no clube disse que ouviu "20, 40, 50 tiros" e, então, "a música parou". Os feridos foram levados para três hospitais da região.

"O atirador abriu fogo por volta das duas da manhã. Pessoas na pista de dança e no bar se deitaram no chão e alguns de nós que estávamos no bar e perto da saída conseguimos sair e correr", contou Ricardo Almodovar, um dos frequentadores do clube. "Estou seguro em casa e espero que todos também cheguem em segurança em suas casas."

Ao menos cem pessoas estavam no clube quando o suspeito começou a atirar. A direção do clube noturno postou imediatamente uma mensagem no Facebook: "Saiam da Pulse e continuem correndo".

O tiroteio ocorre um dia depois de um jovem de 27 anos atirar contra a cantora Christina Grimmie, enquanto ela dava autógrafos a fãs em frente a uma casa de shows em Orlando. O suspeito se suicidou depois do crime. Grimmie, que disputou a sexta temporada do concurso televisivo "The Voice" em 2014, morreu no hospital.

KG/rtr/dpa

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