Não há evidência de ligação entre atirador e EI, diz Obama

Presidente americano afirma que homem que abriu fogo em clube gay em Orlando teria se inspirado em extremismo na internet, mas nada indica que ataque tenha sido orquestrado por ordem direta do "Estado Islâmico".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira (13/06) que não há evidências concretas de que o atirador que abriu fogo contra frequentadores de uma casa noturna gay em Orlando seja integrante de alguma organização terrorista.

"Aparentemente, o atirador se inspirou em várias em informações extremistas disseminadas na internet", disse Obama após uma reunião com o diretor do FBI James Comey e o secretário de Segurança do Interior, Jeh Johnson.

Em um telefonema para a emergência da polícia, após fazer reféns na boate Pulse, o atirador, Omar Mateen, jurou lealdade ao grupo extremista "Estado Islâmico" (EI). O atentado deixou 50 pessoas mortas e outras 53 feridas. O EI reivindicou o ataque, mas a polícia acredita que o americano de ascendência afegã teria agido sozinho, sem qualquer ajuda ou ordem externa.

O presidente lembrou, porém, que as investigações estão nos estágios preliminares e que o caso está sendo tratado como terrorismo. Os investigadores buscam descobrir os motivos que levaram ao ataque e a escolha de uma casa noturna gay como alvo, ressaltou.

Obama reiterou que os Estados Unidos precisam refletir sobre sua legislação, que atualmente permite a qualquer cidadão o acesso fácil a armas de fogo. Segundo a polícia, o atirador usou no massacre um fuzil de assalto AR-15 comprado legalmente.

Massacre em Orlando

Omar Mateen, de 29 anos, entrou atirando na boate Pulse por volta das 2h (hora local) no domingo. Depois de ferir e matar dezenas, ele morreu em um tiroteio com a polícia, que conseguiu entrar no estabelecimento cerca três horas após o início do ataque, segundo informaram as autoridades.

As vítimas tinham entre 20 e 50 anos de idade, tendo 39 delas morrido na casa noturna, e onze após serem socorridas. Parte dos 53 feridos está em estado crítico. O maior massacre da história dos Estados Unidos fez a Flórida e a cidade de Orlando declararem estado de emergência.

O ataque ainda reacendeu o debate sobre as leis americanas em relação ao porte de armas.

CN/rtr/ap

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