Trump defende suspensão de imigração de países com histórico de terrorismo

Em primeiro discurso após massacre em Orlando, republicano promete proteger americanos e ataca pré-candidata democrata. Em contrapartida, Hillary Clinton defende legislação mais rígida sobre porte de armas.

Após o massacre em uma casa noturna gay em Orlando, o pré-candidato republicano Donald Trump propôs nesta segunda-feira (13/06) suspender a imigração de países com histórico de terrorismo para os Estados Unidos.

"Usaria esse poder para proteger o povo americano. Quando for eleito, suspenderei a imigração de regiões do mundo com histórico comprovado de terrorismo contra os Estados Unidos, Europa ou nossos aliados até sabermos exatamente como por fim a essas ameaças", disse o republicano em um discurso, em Manchester.

O magnata ressaltou que o presidente dispõe do poder para proibir a entrada em território nacional de qualquer categoria de viajantes considerada perigosa para os interesses ou a segurança do país, afirmando que o atirador de Orlando, Omar Mateen, nasceu nos Estados Unidos de pais afegãos.

"A única razão pela qual esse assassino se encontrava na América é porque autorizamos a sua família a vir para cá", frisou. Omar Mateen, de 29 anos, entrou atirando na boate Pulse por volta das 2h (hora local) no domingo e teria jurado lealdade ao grupo extremista "Estado Islâmico" (EI). O atentado deixou 50 pessoas mortas e outras 53 feridas.

"O Islã radical é misógino, homofóbico e anti-americano. Recuso permitir que a América se torne um local onde gays, cristãos e judeus são alvos de perseguição e intimidação por pregadores islâmicos radicais de ódio e violência", declarou o republicano.

Trump aproveitou ainda o discurso para atacar a adversária democrata, desafiando-a a explicar a posição favorável ao acolhimento de refugiados sírios. "Hillary Clinton quer esvaziar os nossos cofres para deixar entrar mais pessoas no país, nomeadamente indivíduos que pregam o ódio contra os nossos cidadãos", disse.

Propostas opostas

Em Cleveland, a pré-candidata democrata fez um alerta contra a demonização de americanos muçulmanos. "O terrorista de Orlando pode estar morto, mas o vírus que contaminou sua mente continua muito forte e precisamos atacá-lo", disse Hillary.

A democrata defendeu a remoção de propaganda do "Estado Islâmico" da internet, mais ataques aéreos em regiões controlados pelos jihadistas e melhor coordenação de ações com aliados nessas áreas.

Hillary pediu ainda uma legislação mais rígida sobre porte de armas, com a proibição de compra para suspeitos de terrorismo. A candidata ressaltou que Mateen era considerado uma possível ameaça pelo FBI, mas mesmo assim ele pode adquirir legalmente um fuzil AR-15.

CN/rtr/afp/lusa

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