Unidos Podemos se consolida como segunda força política na Espanha

Pesquisa de opinião pública mostra que coligação deve superar os socialistas do PSOE na eleição parlamentar. Juntos, no entanto, o bloco de esquerda pode conquistar a maioria necessária para governar o país.

A coligação eleitoral Unidos Podemos - formada pelos partidos Podemos, Esquerda Unida e outras diversas legendas de esquerda - deve se consolidar como a segunda força partidária na Espanha, tanto em número de votos como em assentos parlamentares, nas eleições de 26 de junho, indicou neste domingo (19/06) uma sondagem do diário espanhol ABC.

Segundo a pesquisa de opinião pública, a coligação ficará atrás apenas do Partido Popular (PP), mas à frente do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). O PSOE perdeu percentual eleitoral, enquanto a legenda de centro-direita Ciudadanos se mantém com os mesmos resultados obtidos nas eleições legislativas de dezembro de 2015.

A pesquisa, realizada entre 13 e 16 deste mês e que contemplou 1.400 entrevistas, mostra que, a uma semana da votação, o PP obterá entre 121 e 124 deputados e 30,3% dos votos.

A coligação Unidos Podemos, por seu lado, poderá eleger 84 ou 85 parlamentares, recebendo 24,6% dos votos, mais do que os 80 a 93 deputados e 21,4% do PSOE. Ainda segundo a sondagem, o Ciudadanos ganhará entre 38 a 40 representantes no Parlamento espanhol e 14,4% dos votos.

Caso esta estimativa se confirme, a coligação Unidos Podemos e o PSOE poderão somar 168 deputados, número que, no entanto, não seria suficiente para atingir uma maioria absoluta (176 assentos), enquanto, juntos, os conservadores PP e o Ciudadanos somariam 164 assentos, quatro menos que o bloco da esquerda.

Desta forma, ambos os lados teriam de procurar apoios junto aos pequenos partidos para assumirem o governo na Espanha. A pesquisa revelou também que quatro em cada dez entrevistados defendem que o atual presidente interino do governo, Mariano Rajoy, do PP, deva seguir no cargo e que um em cada dez acredita que o líder do PSOE, Pedro Sánchez, assumirá o governo depois das eleições.

Rajoy considerou que a realização de um terceiro ato eleitoral na Espanha - que pode ocorrer caso os partidos não alcancem um acordo após a eleição do dia 26 - seria uma "vergonha mundial", sublinhando que fará de tudo para que isso não aconteça.

PV/lusa/efe

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