Trump demite coordenador de sua campanha eleitoral

Figura controversa, Corey Lewandowski tinha uma relação conturbada com a imprensa e membros da cúpula republicana. Decisão é vista como tentativa de abrandar descontentamento interno com o pré-candidato.

O pré-candidato republicano Donald Trump demitiu nesta segunda-feira (20/06) o coordenador-chefe de sua campanha eleitoral à presidência, Corey Lewandowski, em meio a resultados fracos em pesquisas eleitorais e contínuas críticas dentro do Partido Republicano.

"A campanha presidencial de Donald J. Trump, que estabeleceu um recorde histórico de quase 14 milhões de votos nas primárias republicanas, anunciou hoje que Corey Lewandowski deixará de trabalhar na campanha", disse a porta-voz da equipe de Trump, Hope Hicks, em comunicado, agradecendo Lewandowski pelo seu trabalho.

Ao lado de Trump desde o início da então improvável ascensão do magnata nas primárias republicanas, Lewandowski era visto como uma figura controversa e, em alguns aspectos, tão fora dos padrões como o próprio candidato. Ele era conhecido também pela relação pouco amigável com setores da imprensa, e não tinha a simpatia de alguns integrantes da cúpula do Partido Republicano. Lewandowski era defensor da estratégia eleitoral resumida no slogan "deixe Trump ser Trump".

A demissão dele é vista como uma tentativa de abrandar a rixa interna com o partido, que tem criticado abertamente o discurso político de Trump - mais recentemente, a retórica antimuçulmana após o atentado em Orlando. Nos últimos tempos, Lewandowski se desentendeu com estrategistas veteranos, contratados por Trump para reformular a sua imagem. A equipe é liderada por Paul Manafort.

Lewandowski se esquivou de comentar a decisão. "Paul Manafort está no controle operacional da campanha desde 7 de abril. Isso é um fato", afirmou.

Quatro semanas antes da convenção republicana em Cleveland e quatro meses antes da eleição presidencial, o núcleo da equipe de Trump, incluindo os filhos do magnata, se reuniu nesta segunda-feira em Nova York para discutir uma estratégia para enfrentar a queda nas pesquisas e a má repercussão na imprensa nas últimas semanas.

Várias pesquisas de intenção de voto mostraram a pré-candidata democrata Hilary Clinton cerca de dez pontos percentuais à frente de Trump. A liderança do Partido Republicano, e também grandes doadores, têm criticado as estratégias de campanha e as declarações polêmicas de Trump.

PV/ap/dpa/afp/rtr

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