Disputa acirrada no último dia de campanha do Brexit

Comícios acontecem em diversas regiões de Londres. Na última hora, adversários tentam atrair os indecisos. Pesquisas indicam pequena maioria dos que são a favor da permanência do Reino Unido na UE.

No último dia de campanha do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), os líderes das campanhas contrárias e a favor do chamado Brexit percorrem o país nesta quarta-feira (22/06) na tentativa de atrair os indecisos. As pesquisas mais recentes de intenção de voto mostram que a disputa continua acirrada. Diversos comícios estão programados para acontecer em Londres na véspera da eleição.

"Ninguém sabe o que vai acontecer. Acredito que de uma forma ou de outra será decisivo. O Reino Unido não quer passar por isso novamente", afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em uma série de entrevistas publicadas pelo jornal britânico Financial Times sobre o referendo.

Cameron é o maior defensor da permanência do país no bloco europeu. O grupo contrário ao Brexit lidera nas intenções de votos, com 51%. A diferença é pequena e, possivelmente, a decisão do referendo ficará nas mãos dos indecisos.

Debate final

Ambos os lados tiveram a oportunidade de apresentar seus argumentos em um acalorado debate promovido pela emissora de televisão britânica BBC nesta terça-feira. No palco estavam, entre outros, o atual prefeito de Londres, Sadiq Khan, favorável à permanência britânica no bloco europeu, e seu antecessor, Boris Johnson, que defende o Brexit.

O debate foi marcado por acusações mútuas. "Sua campanha não é um projeto de medo, mas tem sido um projeto de ódio no que se refere à imigração. Vocês estão dizendo mentiras e assustando as pessoas", declarou Khan, criticando panfletos da campanha pelo Brexit que alertavam sobre uma possível adesão da Turquia à União Europeia.

"Isso é alarmismo, Boris, e você deveria ter vergonha. Vocês estão usando a Turquia para fazer as pessoas votar pelo 'Leave' (Sair)", acrescentou Khan.

Johnson retrucou afirmando que a campanha pró-UE conduziu o seu próprio "projeto do medo" ao alegar que a saída do bloco europeu prejudicaria a economia do Reino Unido. "Eles dizem que não temos escolha senão nos curvarmos a Bruxelas. Nós dizemos que eles estão lamentavelmente subestimando este país e o que ele pode fazer", argumentou.

O ex-prefeito conservador arrancou aplausos da plateia ao prometer um "dia da independência" na quinta-feira, caso o Brexit saía vitorioso das urnas.

CN/afp/dpa

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