Ocidente e aliados condenam novos testes de mísseis da Coreia do Norte

França pede resposta rápida do Conselho de Segurança, afirmando que se trata de violação "clara e inaceitável" de resoluções que proíbem Coreia do Norte de realizar testes nucleares e balísticos. Otan fala em provocação.

A presidência francesa do Conselho de Segurança da ONU afirmou nesta quarta-feira (22/06) que os mais recentes testes da Coreia do Norte com mísseis balísticos são uma "clara e inaceitável" violação de resoluções do organismo.

O diplomata François Delattre defendeu uma resposta rápida do Conselho e disse que o órgão deverá se reunir ainda nesta quarta-feira para debater o assunto. "Somos favoráveis a uma reação rápida e firme do Conselho de Segurança", afirmou.

"O programa balístico da Coreia do Norte é uma ameaça séria à paz e à segurança regionais e internacionais. Confrontados com a ameaça de proliferação, consideramos que fraqueza não é uma opção", afirmou.

Logo em seguida, os Estados Unidos e o Japão pediram uma reunião urgente do Conselho de Segurança.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, também condenou os novos lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte, chamando-os de ações provocatórias que violam várias resoluções da ONU.

A China respondeu aos lançamentos com um novo apelo à contenção e a favor de ações construtivas em prol da paz na península coreana. "Julgamos que todas as partes devem evitar cometer ações que aumentem a tensão e dar passos no sentido de proteger a paz e a estabilidade na península", afirmou o Ministério do Exterior.

Dois testes

Militares da Coreia do Sul afirmaram nesta quarta-feira que a Coreia do Norte testou dois mísseis Musudan de médio alcance. Aparentemente, o primeiro falhou e o segundo foi bem-sucedido. Nos últimos meses, outros quatro testes semelhantes falharam.

Os testes preocupam os Estados Unidos e seus aliados Japão e Coreia do Sul porque o raio de alcance do míssil, de 3.500 quilômetros, inclui boa parte da Ásia e do Pacífico, incluindo bases militares americanas em Guam.

Os testes, realizados com um intervalo de duas horas, revelam um avanço claro no programa de mísseis balísticos de Pyongyang. O segundo míssil teria voado cerca de 400 quilômetros e alcançado uma altitude de mil quilômetros, segundo militares japoneses.

Várias resoluções do Conselho de Segurança proíbem à Coreia do Norte qualquer atividade nuclear ou balística. Após o quarto teste nuclear norte-coreano, em 6 de janeiro, que foi seguido, em 7 de fevereiro, do lançamento de um foguete, amplamente considerado o ensaio disfarçado de um míssil de longo alcance, o Conselho de Segurança da ONU adotou as sanções mais duras já impostas a Pyongyang.

AS/lusa/afp/ap

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