Os candidatos a liderar a saída do Reino Unido da UE

Partido Conservador britânico encerra o prazo para apresentação dos candidatos ao cargo de primeiro-ministro. Três homens e duas mulheres estão na disputa - e Boris Johnson, um dos líderes pró-Brexit, não é um deles.

Cinco candidatos se lançaram na corrida pela liderança do Partido Conservador britânico, que deve definir, em 9 de setembro, o primeiro-ministro que vai liderar o Reino Unido fora da União Europeia (UE). A legenda encerrou nesta quinta-feira (30/06) o prazo para apresentação de candidatos.

Para surpresa de muitos, o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, uma das principais figuras da campanha pelo Brexit, anunciou que não entrará na disputa. Ele disse que não é a "pessoa certa" para substituir David Cameron, que anunciou sua renúncia após o referendo da semana passada.

Com os nomes definidos, os candidatos serão agora submetidos a uma série de eleições internas dentro do partido e entre seus apoiadores, até que um deles seja escolhido para comandar o país.

Conheça os cinco candidatos a premiê do Reino Unido:

Michael Gove

Antes do início das campanhas sobre o referendo, o ministro da Justiça britânico, Michael Gove, era visto como um dos aliados mais próximos de Cameron. Mas Gove resolveu apoiar o Brexit, enquanto o primeiro-ministro defendia ferozmente a permanência do país na UE.

Gove - um ex-jornalista de 48 anos - surpreendeu o mundo político ao anunciar sua candidatura, já que recentemente havia indicado sua intenção de apoiar Boris Johnson na disputa. Segundo Gove, à época, o próximo premiê deveria surgir do grupo que fez campanha ferrenha a favor do Brexit.

Nesta quinta-feira, porém, o ministro voltou atrás e afirmou que Johnson "não pode oferecer a liderança necessária para a tarefa que vem adiante", referindo-se às negociações do Brexit.

Liam Fox

Mesmo afastado da política desde 2011, quando deixou o cargo de ministro da Defesa, Liam Fox, de 54 anos, ainda é visto como uma figura influente dentro do Partido Conservador. Chegou a concorrer contra Cameron a líder do partido em 2005, mas foi derrotado, chegando ao ministério em 2010.

Um ano mais tarde, Fox tornou-se o primeiro membro do gabinete conservador a renunciar durante o primeiro mandato de Cameron como primeiro-ministro. Ele foi acusado de ter dado acesso privilegiado ao governo a um amigo, o empresário e lobista Adam Werritty.

Theresa May

Com a saída de Johnson da disputa, a ministra do Interior britânica, Theresa May, de 59 anos, torna-se favorita a ocupar o cargo. Em carta publicada nesta quinta-feira no jornal The Times, ela diz que vai servir o povo britânico com a "missão de fazer com que o Reino Unido funcione para todos".

Favorável à permanência do país na UE, May declarou, ao anunciar sua candidatura, que não haverá nenhuma tentativa de voltar ao bloco nem de um segundo referendo. Ela revelou sua intenção de nomear alguém favorável ao Brexit para chefiar a comissão especial que negociará a saída.

Stephen Crabb

Ministro do Trabalho e Previdência, Stephen Crabb também fez campanha contra o Brexit. Agora, oficialmente candidato a substituir Cameron, o político afirma que sua intenção é unir a legenda dividida, e descartou um possível apoio à convocação de um segundo referendo.

"Não devemos permitir que esta eleição pela liderança seja definida entre os que querem a permanência (na UE) e os que querem a saída. Quanto mais rápido nos concentrarmos no futuro, melhores oportunidades teremos para unir nosso partido e o país", disse Crabb, de 43 anos.

O político acrescentou que vai tentar atender às aspirações dos 17 milhões de eleitores que votaram pelo Brexit, por isso destacou a importância de se controlar a política imigratória do país, principal argumento dos que apoiaram a separação do bloco econômico.

Andrea Leadsom

A secretária de Estado da Energia, Andrea Leadsom, teve uma carreira extensa no setor financeiro de Londres antes de entrar na política. Apoiadora ferrenha do Brexit, ela demonstrou uma postura rígida a respeito da imigração durante os debates televisivos antes do referendo.

"Vejo uma grande oportunidade com o resultado do referendo. O Reino Unido pode ser muito melhor. O futuro de nossos filhos e netos será incrível. Mas o que precisamos fazer agora é se unir e fazer com que essa oportunidade se torne realidade", disse Leadsom, de 53 anos, no Twitter.

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