Unesco afirma que 263 milhões de crianças estão fora da escola

Apesar de elevado, número representa melhora em relação a 2000, quando 374 milhões estavam fora da escola. Conflitos armados são um dos maiores obstáculos à educação.

Um relatório divulgado pela Unesco nesta sexta-feira (15/07) afirma que um número alarmante de crianças em todo o mundo está fora das escolas, representando um desafio ainda maior ao objetivo da ONU de garantir acesso à educação a todas as crianças até 2030.

"Nosso objetivo deve ser a inclusão, desde as idades mais baixas, através do ciclo de aprendizado, além de políticas que lidem com os obstáculos em todos os níveis, com atenção especial às meninas, que ainda sofrem as maiores desvantagens", afirmou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

Apesar do impressionante número de 263 milhões de crianças sem acesso à educação, os dados representam uma melhora significativa desde o ano 2000, quando 374 milhões de crianças estavam fora da escola.

Segundo o relatório, o maior número de crianças nessas condições está na África subsaariana. A região também possui o maior índice de exclusão, com 21% das crianças em idade de frequentar a escola primária sem acesso à educação. As razões para tal, segundo a Unesco, são os altos índices de desigualdade de gênero e a pobreza.

De modo geral, as meninas têm mais dificuldades em obter acesso à educação. Estima-se que 15 milhões delas, em idade de frequentar o ensino primário, nunca irão à escola. Entre os meninos, esse número é de cerca de 10 milhões.

A Unesco afirma que os conflitos armados em todo o mundo representam os maiores obstáculos para a educação infantil. Em torno de 22 milhões de crianças em idade escolar que estão fora da escola vivem em zonas de conflito.

No ano passado, a ONU adotou um conjunto de metas globais até 2030, que inclui o acesso de crianças em todo o mundo à educação completa primária e secundária. "Esses novos resultados demonstram que teremos de trabalhar duro se quisermos atingir essa meta", afirmou Bokova.

A Unesco observou que, em muitos países, a educação secundária não é obrigatória, e muitas crianças mais velhas são consideradas aptas para trabalhar.

RC/rtr/epd

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