EI reivindica atentado com caminhão em Nice

Nota em website afirma que o terrorista tunisiano era "um soldado" dos jihadistas - embora autoridades francesas venham negando conexões desse tipo. Luto nacional de três dias. Gabinete de segurança se reúne em Paris.

A organização "Estado Islâmico" (EI) assumiu neste sábado a responsabilidade pelo atentado terrorista de 14 de julho, em Nice. Não se trata de uma reivindicação formal, e sim de uma nota num website, mas isso é praxe da milícia jihadista em sua propaganda na internet.

Segundo a agência de notícias Amak, ligada à milícia terrorista, o autor era "um soldado do 'Estado Islâmico'", e o ataque teria sido consequência da conclamação. feita pela organização para que se invista contra os integrantes da coalizão anti-EI. Não foi possível conferir a veracidade da declaração.

Até então, as autoridades francesas não tinham qualquer indício de ligações entre o terrorista Mohamed Lahouaiej-Bouhlel e fundamentalistas islâmicos. Apesar disso, na sexta-feira o primeiro-ministro, Manuel Valls, se dissera convencido de que o assassino estava inserido em alguma rede fundamentalista islâmica.

"É um terrorista, que sem dúvida estava ligado de uma forma ou de outra ao islamismo radical", declarou Valls. Por sua vez, o ministro do Interior Bernard Cazeneuve negara que Lahouaiej-Bouhlel tivesse qualquer conexão desse tipo.

Na quinta-feira o tunisiano de 31 anos investiu com um caminhão contra uma multidão reunida em Nice para assistir aos fogos de artifício do feriado nacional do 14 de Julho. Antes de ser abatido a tiros da polícia, ele matou pelo menos 84 pessoas, das quais 16 ainda não foram identificadas, além de ferir mais de 200.

Carne de porco, álcool e drogas

Prosseguem na França as investigações em torno de possíveis cúmplices e mentores do massacre. Quatro conhecidos do criminoso foram detidos para interrogatório, a esposa dele também está sendo interrogada.

O gabinete de segurança está reunido em Paris, na presença do presidente François Hollande. Enquanto isso foi decretado luto nacional de três dias, e na segunda-feira haverá um minuto de silêncio em memória das vítimas.

Segundo a Promotoria Pública da França, Mohamed Lahouaiej-Bouhlel vivia há vários anos em Nice, e até o massacre só era notório como pequeno criminoso. Segundo a família, ele já se mostrara violento, antes.

"Ele batia na mulher, era um desgraçado", revelou um parente do tunisiano ao jornal inglês Daily Mail. "Ele bebia álcool, comia carne de porco, usava drogas", portanto não era um muçulmano, concluiu a fonte familiar. Antes, o pai de Lahouaiej-Bouhlel havia relatado que ele se submetera a tratamento devido a problemas psíquicos.

AV/afp,dpa

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