Wada libera laboratório de doping da Olimpíada do Rio

Agência Mundial Antidoping cancela suspensão imposta em junho ao Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, considerado um dos legados da Rio 2016. Centro é o único do país credenciado pela Wada.

A Agência Mundial Antidoping (Wada) informou nesta quarta-feira (20/07) que decidiu cancelar a suspensão provisória ao Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) há quase um mês. A decisão, tomada a duas semanas do início dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, tem efeito imediato.

"A Wada está muito contente em anunciar que a acreditação do laboratório do Rio foi restabelecida", disse Olivier Niggli, diretor-geral da agência, em comunicado. "Todas as partes trabalharam cuidadosamente para resolver o problema identificado, para que o laboratório pudesse funcionar de forma otimizada para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, com início em 5 de agosto."

O Ministério do Esporte comemorou a decisão, afirmando que ela reforça a confiança no trabalho desempenhado pelo laboratório, que já fez mais de 2,5 mil testes desde a inauguração.

A acreditação do LBCD foi suspensa em 24 de junho por violação das normas internacionais para laboratórios. Na ocasião, porém, a Wada não deu mais detalhes sobre as regras descumpridas.

Sem a acreditação da Wada, o laboratório brasileiro ficou proibido de analisar amostras de sangue e urina em exames antidoping de atletas durante quase um mês.

Localizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o LBCD é o único laboratório do Brasil certificado pela agência internacional - responsável por garantir que os laboratórios de controle de dopagem ao redor do mundo mantenham um padrão de qualidade.

Os trabalhos do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem foram suspensos pela primeira vez em 2013, depois de falhas em testes cegos durante uma avaliação de rotina. Em maio de 2015, voltou a receber o aval da Wada, após construção de uma nova sede dentro da UFRJ.

Em maio, deu-se início oficial às operações para a Rio 2016. A previsão, na época, era de que 5 mil amostras sejam coletadas durante os Jogos Olímpicos e 1,2 mil durante os Paralímpicos, funcionando 24 horas por dia e sete dias por semana neste período de Jogos.

Segundo a UFRJ, o preparo logístico para as competições seguiu sem alterações nas últimas semanas. "Está garantida a recepção de 89 colaboradores internacionais. Em agosto, cerca de 300 profissionais trabalharão em três turnos, para garantir resultados em até 24 horas", disse a universidade em nota.

EK/abr/rtr/ots

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