Escândalo abala Partido Democrata antes de convenção

Legenda tenta minimizar danos do vazamento de e-mails que sugerem esforços internos para inviabilizar candidatura de Bernie Sanders em favor de Hillary Clinton. Presidente do partido anuncia renúncia.

A poucas horas do início da convenção do Partido Democrata que deve oficializar a candidatura de Hillary Clinton à Casa Branca, nesta segunda-feira (25/07), a legenda tentou minimizar os danos do vazamento de e-mails revelando estratégias do para enfraquecer a pré-candidatura de Bernie Sanders em favor de Hillary. A presidente do partido, Debbie Wasserman Schultz, anunciou que irá deixar o cargo ao final da convenção.

Em comunicado, Wasserman Schultz reiterou neste domingo que irá cumprir o compromisso de levar Hillary à vitória nas eleições de novembro. "Para o futuro, a melhor maneira para eu alcançar esses objetivos consiste em deixar a presidência do partido ao final desta convenção", afirmou na véspera do evento na Filadélfia.

Após o anúncio de que ela deixaria o cargo, Sanders, que havia pedido a renúncia de Wasserman Schultz, afirmou, em comunicado que ela "tomou a decisão correta para o futuro do Partido Democrata". Ele pediu uma nova liderança que possa "se manter sempre imparcial no processo de nomeação presidencial, algo que não ocorreu na campanha de 2016".

Ao saber da renúncia, Hillary fez agradecimentos à atuação de Wasserman Schultz nos últimos cinco anos. "Sei que os acontecimentos desta semana serão um sucesso graças a seu árduo trabalho e liderança. Simplesmente não há ninguém melhor para a luta contra os republicanos do que Debbie", disse.

Apoiadores de Sanders protestam

Os e-mails vazados, pela plataforma Wikileaks, incluem ao menos duas mensagens sugerindo esforços internos do partido para inviabilizar a pré-candidatura de Sanders, inclusive ao retratá-lo como ateu em estados onde a religião se faz mais presente.

Os democratas se preparam para danos ainda maiores. A vice-presidente do partido, Donna Brazile, disse que milhares de e-mails internos do partido ainda virão à tona. "Sei que haverá muitas coisas pelas quais devemos ter que nos desculpar", afirmou.

Sanders e a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, serão os destaques do primeiro dia da convenção democrata. Apesar de o senador ter publicamente apoiado a candidatura de Hillary, muitos de seus partidários organizam protestos para o dia da abertura do evento, frustrados com o que consideram uma manipulação do sistema do partido para favorecer a pré-candidatura rival.

Por sua vez, o republicano Donald Trump, que tenta angariar apoio dos eleitores de Sanders descontentes, não perdeu a oportunidade de lançar críticas ao partido rival. "Sempre disse que Debbie Wasserman Schultz era superestimada. A convenção democrata já está rachando", afirmou no Twitter.

RC/efe/afp

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