Homem que tentou matar Reagan será libertado após 35 anos

John Hickley Jr. recebe permissão para deixar hospital psiquiátrico e viver em tempo integral na casa da mãe. Ele tentou assassinar o então presidente dos EUA em 30 de março de 1981.

Mais de 35 anos depois de tentar assassinar o então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, numa tentativa de impressionar a atriz Jodie Foster, John Hinckley Jr. será libertado de um hospital psiquiátrico, decidiu um juiz federal americano nesta quarta-feira (27/07).

Hinckley, de 61 anos, poderá ser colocado em liberdade a partir de 5 de agosto e deverá residir permanentemente com sua mãe na cidade de Williamsburg, no estado da Virgínia, localizada a 240 quilômetros ao sul de Washington, ordenou o juiz Paul Friedman.

O juiz determinou que as condições para a soltura poderão ser relaxadas depois de 12 a 18 meses, em função de progressos. O juiz escreveu em seu veredicto de 14 páginas que Hinckley, que atualmente passa mais da metade dos dias na casa da mãe, está pronto para viver em tempo integral na comunidade.

Hinckley tentou assassinar Reagan na saída do hotel Hilton de Washington, em 30 de março de 1981. O homem, que tinha 25 anos na época, feriu Reagan, o então secretário de imprensa da Casa Branca, James Brady, o agente do serviço secreto Tim McCarthy e o policial Thomas Delahanty.

Os tiros acabaram perfurando um dos pulmões do presidente e por pouco não atingiram seu coração. Brady, que levou um tiro na cabeça, acabou ficando paraplégico. Até sua morte, em 2014, ele dedicou a vida a exigir um maior controle sobre armas no país.

Hinckley alegou que atirou contra Reagan para tentar impressionar Foster, por quem era obcecado depois de assistir repetidas vezes ao filme Taxi Driver.

Depois de um julgamento de oito semanas, um júri federal declarou Hinckley inocente em junho de 1982, por doença mental, dos 13 crimes pelos quais era acusado, o que causou revolta entre a população.

Há mais de 30 anos, ele está internado no hospital psiquiátrico St. Elizabeth's, na capital federal. Em abril de 2015, a sua psiquiatra, Deborah Giorgi-Guarnieri, assegurou no decurso de uma audiência judicial que Hinckley não representa mais um perigo.

Durante o seu processo, em 1982, Hinckley foi declarado "não culpado" por ser penalmente inimputável e internado em St. Elizabeth's, onde desde 2015 tem a permissão de sair durante 17 dias por mês e sob certas condições para visitar a mãe na Virgínia.

PV/ap/lusa/afp/efe

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