Talibã ataca hotel que serve de base para estrangeiros em Cabul

Militantes do Talibã explodem caminhão-bomba e trocam tiros com forças de segurança em complexo que acolhe civis e militares estrangeiros na capital do Afeganistão. Estabelecimento já havia sido alvo de ataque em 2013.

Um policial morreu e outros três ficaram feridos na madrugada desta segunda-feira (01/08) após um ataque suicida contra um hotel onde residem estrangeiros em Cabul. Os rebeldes explodiram um caminhão-bomba e, depois, trocaram tiros por sete horas contra as forças de segurança. Três extremistas morreram.

O chefe do Departamento de Investigação Criminal de Cabul, Faraidon Obaidi, afirmou que o ataque terminou no início da manhã depois que as autoridades conseguiram abater dois insurgentes que haviam se entrincheirado.

"Como resultado do tiroteio, um policial morreu e outros três ficaram feridos. Não houve mais vítimas na área", frisou Obaidi, acrescentando que no complexo havia vários estrangeiros, mas nenhum deles ficou ferido.

O hotel Northgate, que acolhe civis e militares estrangeiros que trabalham para as tropas destacadas na operação sob a bandeira da Otan, está protegido por muros elevados e torres de vigilância.

Em sua página na internet, o estabelecimento diz que aplica as mais restritas regras de segurança, como treinamento militar prévio para todos seus guardas privados.

O grupo jihadista reivindicou o atentado e afirmou em comunicado que o ataque começou com a detonação de um caminhão-bomba em frente ao hotel, onde estavam hospedados "invasores americanos".

"Depois que as cercas de segurança foram destruídas pela explosão, vários mujahedins armados com armas leves e lança-foguetes entraram no local e realizaram um ataque contra os inimigos", diz o texto.

O local já havia sido palco de um ataque dos talibãs em junho de 2013, quando cinco homens-bomba conseguiram entrar na área, matando nove pessoas antes de serem mortos pelos agentes de segurança.

A ONU contabilizou um número recorde de mortos e feridos no Afeganistão no primeiro semestre de 2016, o que reflete a degradação da segurança no país. Em seis meses houve 1.601 mortos e 3.565 feridos, sendo que um terço deles eram crianças.

FC/efe/lusa

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