Africanos são maioria em Equipa Olímpica de Atletas Refugiados do Rio 2016

Thiago Melo

São cinco corredores do Sudão do Sul, dois judocas do Congo Democrático e um maratonista da Etiópia que participam da primeira equipa de refugiados na história das Olimpíadas.A cerimónia de abertura dos Jogos Rio 2016 acontece esta sexta-feira (05.08) à noite, às 19h15 (horário local), no Estádio Olímpico do Maracanã. Lá, entre as estrelas do esporte mundial, estarão os dez competidores que integram a primeira equipa de atletas refugiados dos Jogos Olímpicos.

A DW conversou, no Rio de Janeiro, com um dos corredores do Sudão do Sul, o jovem Yiech Pur Biel, de 21 anos.

Para Biel, a participação no Rio 2016 tem um singificado especial. "Para mim e para toda a equipa de refugiados, significa muito. Porque é a primeira vez que uma equipa como a nossa participa dos Jogos Olímpicos. E torço para que consigamos dar esperança a todos aqueles que perderam a esperança numa vida melhor", afirma. O corredor, que vai participar da prova de 800 metros, afirma que durante as competições eles e os demais ateltas refugiados darão o melhor de si.

"Vou competir contra campeões de verdade. Mas todos nós, na equipa de refugiados queremos dar o melhor, para mostrar ao mundo que refugiados são capazes de fazer tudo o que as outras pessoas fazem. Essa é a esperança para nós e também para milhões de refugiados".

Equipa

Além de Yiech Pur Biel, os atletas sul-sudaneses Anjelina Nada Lohalith, Rose Nathike Lokonyen, James Nyang Chiengjiek e Paulo Amotun Lokoro também compõem a equipa e disputarão diferentes modalidades de corrida nas competições de atletismo.

Eles vivem no campo de refugiados de Kakuma, no Quênia. Antes de embarcarem para o Rio de Janeiro, passaram por sessões de treinamento na capital do país, Nairobi. Dentre os atletas africanos, também compõem a Equipa Olímpica de Refugiados os judocas congoleses Yolande Mabika e Popole Misenga, e o maratonista etíope Yonas Kinde. Além dos africanos, o grupo tem os nadadores Ramis Anis e Yusra Mardini, ambos da Síria.

Todos os integrantes da Equipa Olímpica de Atletas Refugiados deixaram seus países devido a guerras e encontraram refúgio na Alemanha, no Brasil, na Bélgica, em Luxemburgo e no Quênia.

De acorcom com o Comitê Olímpico Internacional (COI), a criação da equipa pretende ajudar potenciais atletas de elite afetados pela crise global de refugiados.

Comitês Olímpicos Nacionais em todo mundo foram convocados para nomear atletas refugiados com potencial para competir nos Jogos. E entre 43 indicados, os dez foram selecionados.

"O nosso grupo mostra que todas as pessoas são iguais. Queremos mostrar isso ao mundo. Estamos todos muito felizes que o COI esteja nos dando esta chance", celebra Biel.

PALOP

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a África também será representada pelos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Ao todo, 45 atletas desses países vão disputar medalhas em 12 modalidades desportivas. A delegação angolana é a maior, com 26 atletas que participarão de provas em 7 modalidades diferentes.

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