Protesto em Copacabana desvia trajeto da Tocha Olímpica

Manifestação contra a realização dos Jogos Olímpicos e o presidente interino Michel Temer ocupa orla de Copacabana. Revezamento da chama é encerrado pelo cavaleiro Rodrigo Pessoa, no Monumento aos Pracinhas.

O trajeto da Tocha Olímpica precisou ser alterado em Copacabana, nesta sexta-feira (05/08), devido a uma manifestação contra o presidente interino Michel Temer. Centenas de pessoas ocuparam a orla, obrigando os organizadores a desviarem o revezamento da chama olímpica para dentro do bairro.

No último dia de seu percurso pelo Brasil, a Tocha Olímpica iniciou seu trajeto no mais tradicional símbolo do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor, com destino a outro símbolo da cidade Maravilhosa, o Pão de Açúcar. No caminho, a tocha passou pelas mãos do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Após passar por Ipanema, a tocha seguiu para Copacabana, onde diversos movimentos civis e centrais sindicais protestavam com faixas e cartazes em português e inglês contra a realização dos Jogos Olímpicos, os escândalos políticos que têm abalado o Brasil e contra os milhões de reais gastos na organização do maior evento esportivo do mundo, num momento em que o país enfrenta uma recessão econômica.

Organizado pelas frentes Povo Sem Medo, Brasil Popular e Esquerda Socialista, além da Plenária dos Trabalhadores em Luta do Rio e o CSP-Conlutas, a manifestação contou com cerca de três mil participantes - a maioria vestindo roupas vermelhas e com cartazes com os dizeres "Não aos Jogos Olímpicos" e "Fora, Temer".

Os manifestantes quiseram aproveitar a presença das delegações olímpicas, de turistas e jornalistas internacionais e ainda de dezenas de líderes de todo o mundo no Rio de Janeiro para levar ao exterior sua mensagem, divulgada em várias línguas no protesto, de que o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff é um "golpe". Numa faixa, estava escrito "não ao retrocesso dos direitos sociais e trabalhistas! Nenhum direito a menos!".

"Mantenha acesa a chama do emprego" é outra mensagem transmitida pelos manifestantes, numa alusão à chama olímpica que passou por quase todo o país, num momento em que o desemprego tem subido no país, afetando atualmente 11,3% da população.

Mais protestos são aguardados no Brasil ao longo deste mês, com a aproximação dos trabalhos conclusivos no processo de impeachment de Dilma, que deverão ser concluídos logo após o fim dos Jogos Olímpicos, que terminam em 21 de agosto.

Depois de ter passado pelas mãos de mais de 12 mil condutores, a Tocha Olímpica chegou ao seu último ponto divulgado pelo Comitê Organizador dos Jogos de 2016: o Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo. O último condutor foi o cavaleiro Rodrigo Pessoa, porta-bandeira da delegação brasileira nos Jogos de Londres, em 2012, e medalhista de ouro nos Jogos de Atenas em 2004.

PV/afp/lusa/abr/dpa

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