Pais de americanos mortos em Benghazi processam Hillary

Parentes acusam ex-secretária de Estado de homícidio culposo e afirmam que ela foi imprudente ao usar email particular. Em 2012, durante dois ataques contra prédios dos EUA na Líbia, quatro americanos foram mortos.

Os pais de dois americanos que morreram nos ataques terroristas em Benghazi anunciaram que vão processar Hillary Clinton, a candidata democrata à Presidência dos EUA, por homicídio culposo.

Em 2012, durante dois ataques contra prédios da missão diplomática dos EUA na Líbia, quatro americanos foram mortos - inclusive o embaixador J. Christopher Stevens. Nesta época, Hillary ocupava o cargo de secretária de Estado dos EUA.

A ação anunciada pelas famílias afirma que os ataques foram "diretamente ou, no mínimo, aproximadamente causados" por atitudes de Hillary. Mais especificamente, eles tentam ligar a prática da ex-secretária de usar emails privados com as mortes.

Em comunicado, eles afirmam que "como resultado da imprudência de Hillary em lidar com informações secretas e sensíveis, terroristas islâmicos foram capazes de obter a localização do embaixador Stevens (...) e orquestrar, planejar e executar o infame ataque de 11 de setembro de 2012".

Os reclamantes são Patricia Smith e Charles Woods. Seus filhos, Sean Smith (um funcionário do Departamento de Estado) e Tyrone Woods (um segurança), respectivamente, estavam entre os mortos nos ataques.

Os pais também anunciaram que vão processar Hillary por difamação. Eles acusam a ex-secretária de ter mentido sobre a causa das mortes nos dias subsequentes aos ataques. Segundo o processo, Hillary inicialmente apontou que o ataque foi motivado por um vídeo no Youtube que satirizava o profeta Maomé, mas, no entanto, mudou a versão logo depois.

Ao comentar o anúncio das famílias, o porta-voz da campanha de Hillary, Nick Merrill, disse que os ataques em Benghazi foram exaustivamente investigados. "Houve nove diferentes investigações e nenhuma delas apontou qualquer responsabilidade da parte de Hillary Clinton", disse.

Em outubro de 2015, Hillary chegou a responder um interrogatório de um comitê da Câmara dos Representantes, que avaliou as consequências do ataque. O comitê criticou a postura do governo Obama nos ataques, mas também apontou que a atual candidata não tinha responsabilidade. Ele também apontou que não havia provas de que os terroristas teriam violado o email de Hillary e obtido informações úteis para os ataques.

Durante as investigações, o comitê relevou que Hillary usou regularmente contas de email particulares enquanto ocupou a chefia do Departamento de Estado. A revelação resultou em outra investigação, desta vez conduzida pelo FBI (a polícia federal dos EUA). No mês passado, o diretor da corporação concluiu que Hillary e seus assessores foram irresponsáveis, mas também apontou que não havia base para processar a ex-secretária.

JS/ap/afp

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