Republicanos especialistas em segurança atacam Trump

Em carta aberta, 50 ex-conselheiros e chefes de segurança e inteligência afirmam que magnata seria "perigoso e colocaria em risco segurança nacional" dos EUA. Trump diz que se trata da "elite de Washington que falhou".

Cinquenta republicanos que ocuparam cargos importantes na segurança nacional dos Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (08/08), em carta aberta, que o candidato à Casa Branca do partido, Donald Trump, seria "o presidente mais inconsequente da história" do país.

O grupo inclui antigos chefes de segurança interna e da inteligência e conselheiros presidenciais que trabalharam para ex-presidentes republicanos, desde Richard Nixon até George W. Bush.

"Estamos convencidos de que ele seria um presidente perigoso e colocaria em risco a segurança nacional e o bem-estar de nosso país", afirmam na carta, que foi publicada no jornal The New York Times.

Sem apelarem ao voto na candidata democrata, Hillary Clinton, os signatários escrevem claramente que nenhum deles vai votar em Trump, que consideram não ser qualificado para o cargo de presidente devido à "falta de competências e à sua personalidade instável".

"O sr. Trump não tem a personalidade, os valores ou a experiência para ser presidente", afirmam os signatários, acrescentando que o magnata enfraqueceria a autoridade moral dos Estados Unidos no mundo. Para eles, o candidato parece ignorar aspectos elementares da Constituição e do Direito dos EUA.

Não só Trump é "ignorante" no domínio das relações internacionais, como "não manifestou nenhum desejo de se informar", afirmam. Além disso, o bilionário não demonstra disciplina, autocontrole e é "incapaz de tolerar críticas pessoais".

"Proponho uma visão melhor para o nosso país"

Trump reagiu em comunicado, dizendo que não há nada melhor do que ser criticado pela "elite de Washington que falhou e tenta manter os seus poderes".

Além disso, acusou os signatários da carta de serem "os autores das decisões desastrosas de invadir o Iraque, de permitirem a morte de americanos em Bengazi e de serem os que permitiram a ascensão do 'Estado Islâmico'".

"Eu proponho uma visão melhor para o nosso país e a nossa política externa, uma visão que não é a de uma família governante na política", afirmou.

Entre os signatários da carta estão Michael Hayden, antigo diretor da CIA; John Negroponte, diretor da agência de segurança nacional e número dois do Departamento de Estado durante o mandato de George W. Bush; Eric Edelman, conselheiro da segurança nacional do vice-presidente Dick Cheney; e Robert Zoellick, antigo diplomata e presidente do Banco Mundial.

AS/lusa/afp

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