Treinador de boxe da Guiné-Bissau faz sucesso no Brasil

Luciano Nagel (Rio de Janeiro)

O técnico guineense João Carlos Barros ajuda o boxe brasileiro a conquistar medalhas desde 1996. A luta continua nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

No Brasil, o boxe tem vivido tempos de sucesso. Nos últimos anos, conquistou várias medalhas em competições internacionais. Nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, atletas brasileiros levaram para casa duas medalhas de bronze e uma de prata. E, nas Olimpíadas deste ano, no Rio de Janeiro, um dos atletas, Robson Conceição, já se apurou para os quartos-de-final.

Uma das pessoas por trás deste êxito é o treinador João Carlos Soares de Barros, de 58 anos, natural da Guiné-Bissau.

O técnico nasceu na ilha de Bolama, no arquipélago dos Bijagós, e ganhou uma bolsa de estudos para concluir o ensino secundário e superior em Cuba. Foi aí que tirou o curso de Educação Física, especializando-se na modalidade de boxe. Conheceu o Brasil a convite de outro boxeador.

20 anos de sucessos

João Carlos é um dos responsáveis pela equipa brasileira de boxe desde 1996, quando começou a treinar um grupo de jovens rapazes num ginásio no município de Santo André, no interior de São Paulo.

"A seleção começou com atletas da Bahia e Belém do Pará. Eram cerca de oito atletas", conta o treinador guineense em entrevista à DW África. "A cidade de Santo André deu alimentação e alojamento numa das dependências da prefeitura, no Ginásio Esportivo Pedro Dell'Antonia."

O técnico guineense relembra com orgulho os resultados adquiridos ao longo de duas décadas treinando a equipa de brasileiros.

"Foram oito medalhas no total, inclusive uma de ouro, com Pedro Lima, da Bahia [nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro]. A gente conquistou bastantes medalhas", afirma. "Nos [jogos] sul-americanos do Chile [em 2014] também fizemos muito. Os resultados estão vindo e, se Deus quiser, vão continuar vindo".

Este ano, a luta pelas medalhas volta a ser em casa, nos Jogos Olímpicos do Rio. O treinador da seleção brasileira de boxe diz que está satisfeito com as infra-estruturas na Vila Olímpica, onde estão acomodados os atletas. "As instalações aqui do Rio de Janeiro são boas, assim como [eram] as dos Jogos Olímpicos de Londres e Pequim. Não tenho do que reclamar", refere.

Está, portanto, tudo a postos para atletas e treinadores tentarem alcançar novos êxitos.

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