Búlgara e chinesa são primeiros casos de doping da Rio 2016

Exames da nadadora Chen Xinyi e da corredora Silvia Danekova dão positivo. China e Bulgária já protagonizaram escândalos envolvendo substâncias proibidas nos dois esportes.

A nadadora Chen Xinyi, da China, teve resultado positivo após o teste antidoping a que foi submetida no dia 7 deste mês, confirmou nesta sexta-feira (12/08) a Associação de Natação da China. Na quinta-feira veio à tona que a atleta búlgara Silvia Danekova foi pega num exame antidoping feito após sua chegada ao Rio de Janeiro.

Chen, que ficou em quarto lugar na final dos 100 metros borboleta na Rio 2016, testou positivo para hidroclorotiazida, um diurético, e já solicitou uma contraprova, destacou a federação de seu país. A nadadora de 18 anos ficou a apenas nove centésimos de segundo da medalha de bronze na final vencida pela sueca Sarh Sjostrom. Chen ainda deveria competir nos 50 metros livre a partir desta sexta-feira.

A jovem chinesa fez parte do quarteto que, em 2015, alcançou a medalha de ouro no revezamento 4x100 medley no Mundial de Kazan, na Rússia, e em 2014 conseguiu outras três vitórias nos Jogos Asiáticos de Incheon, na Coreia do Sul.

A natação chinesa costuma ser alvo frequente de acusações de consumo de substâncias proibidas, uma herança dos vários escândalos que os nadadores do país protagonizaram nos anos 1990.

Danekova, por sua vez, testou positivo para eritropoietina (EPO) e foi suspensa enquanto se aguarda o resultado do exame em sua amostra B. Se for considerado que ela competiu dopada, a atleta búlgara, de 33 anos, pode ser banida do esporte por quatro anos.

O primeiro caso de doping da Rio 2016 foi confirmado na véspera do início das competições de atletismo. Danekova deveria disputar a prova de 3 mil metros com obstáculos e tem como melhor marca pessoal 9min33s41, conseguida no ano passado em Pitesti, na Romênia. Ela foi submetida ao exame antidoping no dia 26 de julho, após chegar ao Rio de Janeiro.

Ela se disse surpresa com o resultado e afirmou que a única explicação lógica para o teste positivo seria a de que a substância veio de um suplemento alimentar contaminado. A EPO, que aumenta o número de glóbulos vermelhos, é usada por atletas de resistência, como corredores e ciclistas.

O atletismo da Bulgária foi marcado por uma série de casos de doping na última década, e a delegação olímpica do país já havia sofrido uma baixa com a exclusão completa da equipe de levantamento de peso devido a casos de doping.

LPF/efe/ap/rtr

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