Rafael Silva, o "Baby", é bronze

Paranaense repete conquista de Londres e entra para um seleto grupo de judocas brasileiros. Ele encerra a participação do judô nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Conquistar duas medalhas olímpicas é um feito impossível para muitos atletas, mas não para paranaense Rafael Silva, o "Baby", que desbancou nesta sexta-feira (12/08) o uzbeque Abdullo Tangriev, prata em Pequim 2008, na disputa pelo bronze da categoria pesado (mais de 100kg) nos Jogos do Rio de Janeiro e repetiu o que havia feito em Londres 2012.

"Baby" entra assim para um seleto grupo de judocas brasileiros que chegaram ao pódio olímpico em duas oportunidades. O primeiro deles foi a lenda Aurélio Miguel, primeiro a conquistar um ouro para o país na modalidade em Seul 1988, e medalhista de bronze em Atlanta 1996.

Depois vieram Tiago Camilo, que foi precocemente eliminado no Rio, com prata na categoria leve, em Sydney 2000, e bronze na meio-médio, em Pequim 2008, e Leandro Guilheiro, com outros dois bronzes, em Atenas 2004 e Pequim 2008, ambas entre os pesos leves.

Ontem, Mayra Aguiar já tinha se tornado a primeira mulher na história do judô brasileiro a ter duas medalhas olímpicas. Assim como "Baby", a gaúcha tinha obtido o bronze em Londres e voltou a conquistar a mesma medalha nos Jogos do Rio de Janeiro.

Caminho para o bronze

Na estreia, Rafael superou o hondurenho Ramón Pileta. Com pouco mais de dois minutos, conseguiu um wazari, caindo já em imobilização sobre o adversário. Em seguida, faltando dois minutos para o fim, encaixou um novo golpe e venceu por ippon.

Na fase seguinte, o brasileiro foi dominado pelo russo Renat Saidov no início do combate e acabou levando uma punição por falso ataque. Apoiado pela torcida, que lotou a Arena Carioca 2, Rafael se recuperou no combate, dominou a pegada e começou a tentar encaixar seus golpes. O russo, acuado, foi punido duas vezes por fugir da luta. Com a desvantagem, Saidov se abriu. Rafael aproveitou e, com 1min28s de luta, conseguiu um ippon.

Mas o destino quis que o judoca brasileiro caísse na mesma chave de Teddy Riner, porta-bandeira da França na cerimônia de abertura e principal nome do judô mundial. Apesar do amplo favoritismo do francês, Rafael fez uma luta dura. Após uma série de punições, o francês conseguiu um wazari. Riner então só controlou a vantagem e conquistou sua 113ª vitória seguida de sua carreira repleta de títulos.

Na repescagem, Rafael superou o holandês Roy Meyer apenas por um shido - a punição no judô. Em seguida, pegou Tangriev, na disputa pelo bronze. E pela organização das chaves, "Baby" teve mais tempo para descansar antes da luta decisiva e tentou aproveitar o cansaço do adversário, que deu sinais de exaustão ao ser batido na semifinal pelo japonês Hisayoshi Harasawa.

Apesar da postura mais ofensiva do brasileiro, os dois judocas foram punidos pela arbitragem por falta de combatividade passados 1min30s de luta. O judoca paranaense, então, apoiado pela torcida que lotou a Arena Carioca 2, aumentou o ritmo e forçou um novo shido para o rival.

Com a luta controlada, Baby administrou a vantagem. Não deixava Tangriev atacar e conseguiu um yuko faltando um minuto de luta. No fim, ouviu a contagem regressiva da torcida para comemorar e fazer história no Rio de Janeiro.

O Time Brasil terminou as competições de judô com uma medalha de ouro, com Rafaela Silva, e duas de bronze, com "Baby" e Mayra Aguiar, um desempenho pior do que em Londres 2012, quando o país obteve um ouro e três bronzes.

PV/efe/ots

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