Jogos Olímpicos na imprensa alemã: dia 8

A imprensa alemã não se cansa de analisar o comportamento da torcida brasileira, tema recorrente em sites de jornais e revistas do país. O balanço é na maioria das vezes positivo.

A imprensa alemã destaca neste sábado (13/08), dia 8 dos Jogos Olímpicos, o comportamento do torcedor brasileiro - tema que vem sendo recorrente na mídia do país. A impressão, mais uma vez, foi majoritariamente positiva. Também há espaço para o caso de discriminação de israelenses e para a desconfiança dos alemães com o mundo esportivo.

Die Zeit: Os hooligans olímpicos - você tem que amá-los

"Eles gritam, vaiam e brigam. Os brasileiros são os torcedores mais barulhentos e insolentes que os Jogos Olímpicos já viram.

Uma semana após a abertura, ainda é preciso procurar para achar clima olímpico na cidade. Mas basta atletas brasileiros aparecerem no ginásio, no estádio de natação ou no campo, basta tocar o hino, para os céticos virarem fanáticos.

Ele gritam, berra, cantam o que as cordas vocais permitem. É possível ver 'olas' também, mas isso é coisa de criança. Brasileiros gostam é de simplesmente pular, envoltos numa bandeira. E cantam fervorosamente uma música em que afirmam serem brasileiros, com orgulho e amor.

Mas os brasileiros não pensam apenas em si mesmos. Eles têm coração também para azarões. De preferência países pequenos, do quais nunca ouviram falar, como as jogadoras de futebol do Zimbábue. Com eles, só os argentinos não têm vida fácil."

Der Spiegel: Atmosfera extraordinária nas competições

Numa matéria titulada "o que funciona e o que não", a revista escreve em seu site: "Michael Phelps, Simone Biles, jogadores de rúgbi de Fiji: velhas e novas estrelas estão brilhando nos Jogos, a Alemanha sobe no quadro de medalhas. De zika e preocupações com a segurança, porém, quase ninguém mais fala."

Entre outras coisas, o site destaca, como ponto negativo, o trânsito no Rio. E, como uma coisa positiva, o clima durante as competições. "Os brasileiros se empolgam sobretudo com uma coisa: outros brasileiros. Independente de onde um atleta da casa apareça, ele vai ser apoiado freneticamente. Isso leva a uma atmosfera extraordinária em estádios e ginásios, ainda que isso leve às vezes a algo pouco correto, quando os adversários do Brasil são vaiados."

Die Welt: Assim atletas israelenses são discriminados

"O judoca israelense Or Sasson lutou, em sua estreia no torneio, contra Islam el-Shehaby. Após perder, o egípcio se recusou a estender a mão ao vencedor e a cumprimentar os juízes. Não foi, porém, um caso isolado: atletas judeus há tempos precisam suportar afrontas. E o comitê olímpico egípcio se distanciou da falta de respeito de Shehaby.

Foi o terceiro caso anti-israelense no Rio. A judoca saudita Joud Fahmy não teria feito a luta de estreia, contra Christianne Legentil, da República de Maurício, porque supostamente, se passasse de fase, teria que enfrentar a israelense Gili Cohen. E na cerimônia de abertura, a delegação libanesa se recusou a viajar para o estádio junto a israelenses no mesmo ônibus."

FAZ: Desconfiança alemã

O jornal destaca um estudo recentemente divulgado por uma universidade alemã especializada em esportes. "Segundo uma pesquisa realizada em maio com cerca de 1.800 pessoas, 81% dos cidadãos da Alemanha consideram atletas alemães íntegros. Mas menos de 40% confiam em esportistas de outros países. Em relação a dirigentes esportivos alemães, a desconfiança é ainda maior: apenas 27% disseram acreditar que eles agem de forma moralmente íntegra e respeitam regras como o fair-play e anticorrupção."

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