No Rio, Phelps se despede ainda mais lendário

Nadador americano encerra carreira única, que, apesar dos apelos, ele garante ter chegado realmente ao fim. Suas 28 medalhas, 23 delas de ouro, lhe dão status de mito: "Queria fazer o que ninguém fez, e foi perfeito."

"Consegui fazer tudo o que queria neste esporte. São 24 anos de natação. Estou feliz em ver como tudo terminou."

Com status de lenda, Michael Phelps se despediu das piscinas na noite de sábado (13/08), no Rio de Janeiro, após conquistar o 23º ouro em Jogos Olímpicos e encerrar uma história que ele garante agora ter chegado ao fim.

Em 2012, Phelps teve a sua primeira aposentadoria em Londres, mas voltou para mais um ciclo olímpico com o objetivo de dar à sua carreira o fim que ele desejava. "Não", respondeu, sobre as chances de continuar nadando antes mesmo que a pergunta saísse da boca dos jornalistas.

"Eles fizeram a mesma coisa em Londres. Os caras do revezamento 4x200m livre gritaram quatro anos mais. Não, eu não vou nadar quatro anos mais", disse. "Mantenho minha decisão."

Aos 31 anos, Phelps encerrou a participação no Rio levando para casa seis medalhas, sendo cinco de ouro (4x100m medley, 200m medley, 200m borboleta e revezamentos 4x100m livre e 4x200m livre), e uma de prata (100m borboleta).

No Rio, ele foi porta-bandeira da delegação americana na cerimônia de abertura dos Jogos e, pela primeira vez, foi capitão da seleção de natação dos EUA. Com Phelps, o país teve seu maior desempenho do século na modalidade: 33 medalhas, 16 delas de ouro.

O "tubarão de Baltimore" é o maior medalhista olímpico (28), atleta com mais ouros (23) e que mais vezes subiu ao posto mais alto do pódio numa única edição (oito, em Pequim) na história olímpica.

"Pensei neste momento em todos os dias da semana. Tudo começou como um grande sonho de uma criança que queria fazer o que ninguém fez e acabou bem legal. Eu fiz acontecer, foi o jeito perfeito de terminar", celebrou.

Phelps terá 35 anos em 2020, a mesma idade com a qual o compatriota Anthony Ervin venceu a final dos 50 metros livre masculino nesta edição dos Jogos Olímpicos, tornando-se o nadador mais velho a ser campeão.

No entanto, o maior atleta olímpico de todos os tempos já afirmou que sofre com o desgaste físico e garantiu que não voltará a competir, mas deixou abertas as possibilidades de trabalhar no meio esportivo, para talvez começar a escrever uma nova história de sucesso.

"Estarei em Tóquio, mas não competirei", disse. "Chega. Acabou. Já disse muitas vezes. Chega. Eu jurei em Londres que não iria voltar, mas aqui é o fim mesmo. Se os papéis estivessem aqui, eu os assinaria agora mesmo."

RPR/efe/ap/rtr

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