Jogos Olímpicos na imprensa alemã: dia 10

Philip Verminnen

Destaque nos jornais e revistas vai para o choro do ginasta Diego Hypólito, o erro do ministro do Interior, Thomas de Maizière, que felicitou o irmão errado, e o "passeio de mãos dadas" das gêmeas Hahner na maratona.

A imprensa alemã destaca nesta segunda-feira (15/08), dia 10 dos Jogos Olímpicos, o excesso de lágrimas do ginasta brasileiro Diego Hypólito; o erro do ministro do Interior, Thomas de Maizière, que felicitou o irmão errado pela conquista da medalha de ouro; e a chegada pouco competitiva das gêmeas alemãs na maratona feminina.

Die Welt: Nunca se viram tantas lágrimas nos Jogos Olímpicos

"Cenas tocantes se desenrolam na ginástica. Ator principal: o brasileiro Diego Hypólito. O medalhista de prata não conseguiu controlar suas emoções durante toda a disputa. Lágrimas, por minutos - parecia por uma eternidade. Uma corrente interminável. Inicialmente por decepção, talvez até raiva. Os juízes deram a pontuação de 15,533 na prova do solo. O ginasta esperava mais.

No final, lágrimas de alívio, de alegria, de orgulho. Prata: Hypólito conquistou sua primeira medalha individual nos Jogos Olímpicos, o coroamento de sua carreira. Além disso, o companheiro Arthur Nory levou o bronze. Ele vibrava e chorava, e Hypólito, claro, também."

Bild-Zeitung: De Maizière parabeniza o Harting errado

"No canal do Twitter do Ministério do Interior a alegria era tanta pelo ouro de Harting no lançamento de disco que os parabéns foram para Robert Harting. Mas não foi Robert que conquistou o ouro no Rio de Janeiro, foi seu irmão Christoph Harting. O canal corrigiu: 'De tanta emoção cometemos um erro'."

FAZ: "Parecia que elas estavam completando uma corrida de bairro"

"A Federação Alemã de Atletismo (DLV) criticou duramente o desempenho de Lisa e Anna Hahner na maratona feminina. Chegar nas posições 81 e 82 de mãos dadas e felizes é 'desrespeitoso' perante outros atletas da delegação alemã.

'Parecia que elas estavam participando de uma corrida de bairro e não de uma decisão dos Jogos Olímpicos', criticou o presidente da DLV, Thomas Kurschilgen. 'Com seu desempenho, as gêmeas Hahner não fizeram por merecer os louros olímpicos. Vai-se passear de mãos dadas, mas não numa maratona dos Jogos Olímpicos'."

Süddeutsche Zeitung: Tapa na cara dos outros atletas

"As irmãs Hahner terminaram a maratona mais de 21 minutos atrás da vencedora e mais de 15 minutos acima de seus melhores tempos. Se colocação e tempo numa competição olímpica são colocados em segundo plano, como ambas formularam após a chegada, 'então isso é desrespeitoso e um tapa na cara de todos os outros atletas da equipe olímpica alemã', disse Kurschilgen.

Nos Jogos Olímpicos, 'as estratégias de relações públicas não devem estar acima dos interesses' de uma equipe nacional, prosseguiu Kurschilgen. A melhor alemã na maratona foi Anja Scherl, que terminou na 44ª colocação e aproximadamente sete minutos à frente das gêmeas Hahner.

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