EUA transferem 15 detentos de Guantánamo

Na maior transferência durante o governo Obama, prisioneiros são levados para os Emirados Árabes Unidos. Número de detentos na prisão militar na ilha cubana cai para 61.

O governo dos Estados Unidos comunicou nesta segunda-feira (16/08) a transferência aos Emirados Árabes Unidos de 15 presos que estavam encarcerados na base militar de Guantánamo, em Cuba. Trata-se da maior transferência durante a presidência de Barack Obama.

Com a transferência desses detentos (12 iemenitas e três afegãos), o número de prisioneiros na ilha cubana, que chegou a ser de cerca de 800 em 2002, caiu para 61. No início do primeiro mandato de Obama em 2008, eram 242.

Avaliações realizadas por uma força-tarefa formada por seis agências americanas de segurança, decidiram que seis dos 15 presos não representam mais riscos à segurança. Outros nove detentos tiveram suas transferências recomendadas com base na decisão de que sua detenção não era mais necessária para limitar possíveis riscos que eles continuariam a representar.

"Os EUA agradecem o governo dos Emirados Árabes Unidos por seu gesto humanitário e disposição de apoiar os esforços de fechamento", afirmou o Pentágono, que teve dificuldades para encontrar um governo que aceitasse receber detentos iemenitas, oriundos de um país assolado pela guerra civil.

Alguns dos presos transferidos aos Emirados Árabes Unidos estavam há 14 anos em Guantánamo e estavam encarcerados sem acusações.

No mês passado, um prisioneiro tadjique e um iemenita foram postos sob a custódia das autoridades da Sérvia, e outro sob as da Itália. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, em torno de 780 prisioneiros passaram pela prisão na baía de Guantánamo.

RC/afp/ap/rtr/dpa/efe

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