Bolt conquista pela terceira vez ouro nos 200m

Estrela jamaicana volta a mostrar que não tem adversários à altura e sobe novamente ao lugar mais alto do pódio em sua prova favorita: "Não tem nada mais que eu possa fazer. Provei para o mundo que sou o maior."

O astro jamaicano Usain Bolt voltou a mostrar que não tem adversários à altura e venceu nesta quinta-feira (19/08) a final dos 200 metros rasos nos Jogos do Rio de Janeiro, conquistando o tricampeonato olímpico de sua prova favorita. Ele só não conseguiu cumprir uma promessa: a de quebrar o recorde mundial, que é dele mesmo. Muito por causa da chuva, que deixou molhada a pista do Estádio Olímpico.

Bolt fez uma corrida à parte após o tiro de largada, assumindo a liderança já na curva. Desta vez, como perseguia o recorde naquela que disse ser sua última edição de Jogos Olímpicos, não brincou, não olhou para o lado, não sorriu. Esticou o pescoço e buscou o limite. Ao cruzar a linha de chegada, esbravejou, mostrando frustração com a derrota para o cronômetro, que marcava o tempo de 19s79, corrigido depois para 19s78. O raio havia caído com atraso em relação ao que planejava.

"Não tem nada mais que eu possa fazer. Provei para o mundo que sou o maior, e é para isso que eu vim e é isso que estou fazendo. Então, levando isso em conta, é por isso que eu disse que esta é minha última Olimpíada, porque eu não posso provar mais nada", garantiu o homem mais rápido do mundo. "Estou tentando ser um dos maiores, estar entre Ali e Pelé."

Fosse qualquer outro mortal, fosse qualquer velocista participante da prova, estaria radiante se conseguisse tal marca. O segundo colocado, o canadense Andre de Grasse, sequer conseguira correr abaixo de 20 segundos. Completou a distância em 20s02, o que lhe rendeu a medalha de prata, seguido pelo francês Christophe Lemaitre, que, com 20s12, é o dono do bronze.

Para quem já correu em 19s19, parecia pouco. Mas pouco também durou o semblante fechado do jamaicano. Afinal, havia acabado de garantir sua terceira medalha de ouro na prova. Algo que jamais alguém havia conseguido, nem mesmo uma lenda como o americano Carl Lewis.

E então Bolt sorriu, pegou uma bandeira da Jamaica, outra do Brasil, e fez a festa das arquibancadas com seu tradicional gesto de raio e fazendo uma volta olímpica. Autêntico showman, foi celebrado pelo público, que cantava seu nome.

Bolt completou assim sua segunda trilogia em Jogos Olímpicos. A primeira, nos 100m, teve capítulos em Pequim e Londres, como esta. Nesta sexta, na final do 4x100, tentará o terceiro tri, desta vez dependendo também dos companheiros de revezamento. Mas seria alguém capaz de apostar contra mais um ouro do 'raio'?

RPR/efe/ots

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