Itália decreta estado de emergência após terremoto

Total de mortos pelo abalo sísmico sobe para 267, segundo a Defesa Civil. Governo anuncia pacote inicial de ajuda no valor de 50 milhões de euros. Em Amatrice continuam as buscas por sobreviventes.

O número de mortos no terremoto que devastou a região central da Itália aumentou nesta sexta-feira (26/08) para 267. A Defesa Civil confirmou a morte de 207 pessoas em Amatrice, a cidade mais devastada pelo sismo, além de outras 49 em Arquata Del Tronto e 11 em Accumoli. Os hospitalizados somavam 387, alguns já foram liberados.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, anunciou a decretação do estado de emergência e confirmou a aprovação de um pacote inicial de ajuda, no valor de 50 milhões de euros.

"Temos que pensar na reconstrução, temos uma obrigação moral com as mulheres e homens destas comunidades", disse Renzi, ressaltando que a tarefa de devolver a normalidade às localidades atingidas será uma "prioridade do governo e do país". Como dado positivo, o chefe de governo enfatizou que 215 pessoas foram resgatadas vivas.

As buscas por sobreviventes prosseguem em Amatrice, após serem encerradas em Arquata Del Tronto e Accumoli. Um porta-voz do Corpo de Bombeiros disse que as autoridades ainda se mantêm otimistas quanto a possibilidade de encontrar pessoas vivas sob os escombros. "Estamos ainda na fase da esperança", afirmou.

Segundo a Defesa Civil, o sismo teve mais de 900 réplicas desde o primeiro abalo, na quarta-feira. O Ministério da Cultura informou que 293 locais considerados patrimônio histórico foram danificados, com estragos graves em 50 deles.

As autoridades estão sob forte pressão para iniciar os trabalhos de reconstrução e evitar entraves burocráticos e práticas de corrupção que assolam os serviços públicos italianos.

Renzi afirmou que os recursos devem ser gastos adequadamente "em respeito ao povo italiano, uma vez que muito dinheiro foi desperdiçado e mal gasto em emergências anteriores". A cidade de Áquila, devastada em 2009 por um terremoto que matou mais de 300 pessoas, ainda está longe de ser reconstruída.

RC/efe/dpa

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