Aliados latino-americanos saem em defesa de Dilma

Venezuela anuncia retirada definitiva do embaixador de Brasília, enquanto Correa e Morales, pelo Twitter, sugerem congelamento das relações com o governo Temer. Cuba e Nicarágua também condenam processo.

Os aliados latino-americanos de Dilma Rousseff saíram em defesa dela nesta quarta-feira (31/08), após a confirmação do impeachment no Senado. As medidas mais drásticas foram anunciadas por Bolívia, Equador e Venezuela, que sinalizaram o congelamento das relações com o recém-empossado governo Michel Temer.

O primeiro a se manifestar, pelo Twitter, foi o presidente equatoriano, Rafael Correa. "Destituíram Dilma. Uma apologia ao abuso e à traição. Retiraremos nosso encarregado da embaixada", escreveu. "Jamais coonestaremos estas práticas, que nos recordam das horas mais obscuras de nossa América. Toda nossa solidariedade com Dilma, Lula e o povo brasileiro."

Já Evo Morales, presidente da Bolívia e outro tradicional aliado dos governos petistas, chamou o processo de golpe parlamentar. "Estamos convocando nosso embaixador no Brasil para assumir as medidas que neste momento se aconselham", disse, cumprindo uma promessa feita na véspera, também pelo Twitter. "Acompanhamos Lula, Dilma e o povo brasileiro nessa hora difícil."

A Venezuela anunciou a ua decisão de retirar o embaixador em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores. No texto, o governo Nicolás Maduro anuncia a saída definitiva de seu representante em Brasília e condena o que chama de "golpe de Estado parlamentar". "A vontade popular foi substituída ilegitimamente, violentando a Constituição", diz Caracas.

O governo de Cuba condenou "energicamente" o processo e o chamou de "golpe de Estado parlamentar-judicial". Em comunicado, a chancelaria de Havana afirma que a retirada de Dilma da presidência constitui "um ato de desacato à vontade soberana do povo que a elegeu". A Nicarágua chamou o impeachment de retrocesso democrático.

Seis anos após chegar ao Planalto, Dilma teve o mandato de presidente da República cassado nesta quarta-feira pelo Senado, que a condenou por crime de responsabilidade, mas manteve seus direitos políticos. Michel Temer assumiu efetivamente.

RPR/rtr/efe/ots

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