Michel Temer toma posse como presidente da República

Em cerimônia no Congresso Nacional após impeachment de Dilma Rousseff, peemedebista é empossado presidente do Brasil com mandato até 2018. No mesmo dia, Temer embarca para a China para reunião do G20.

Michel Temer tomou posse nesta quarta-feira (31/08) no Congresso Nacional como novo presidente do Brasil, após a cassação de Dilma Rousseff, decidida momentos antes em julgamento no Senado.

Na mesa do Congresso, Temer foi acompanhado pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou as sessões do julgamento do impeachment.

"Prometo manter, defender e cumprir a Constituição da República, observar suas leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil", disse o presidente ao prestar juramento durante a posse, mas sem proferir discurso.

O peemedebista, que já assumia o cargo de forma interina desde o afastamento de Dilma em 12 de maio, tem pela frente dois anos e quatro meses de governo. Ele comanda o país até 1º de janeiro de 2019, quando expira o mandato para o qual Dilma havia sida reeleita em outubro de 2014.

Durante o período como interino, Temer afirmou que sua prioridade é a melhoria da economia brasileira e a eficiência da máquina pública. Para tanto, enviou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional que limita os gastos públicos. "É urgente fazermos um governo de salvação nacional", declarou ao assumir interinamente a Presidência em maio.

Após a rápida cerimônia de posse nesta quarta-feira, o presidente convocou uma reunião ministerial, antes de embarcar para a China para uma série de reuniões do G20. Com a viagem, o posto será ocupado interinamente por Maia, presidente da Câmara, provavelmente até a próxima terça-feira.

O primeiro compromisso oficial de Temer no Brasil já como presidente efetivo deve ser uma participação no desfile de 7 de setembro.

Com a saída de Dilma, a linha sucessória da Presidência vai passar por mudanças. Oficialmente, o cargo de vice vai ficar vago, assim o primeiro lugar na fila passa a ser ocupado por Maia. O segundo, pelo presidente do Senado. Já o terceiro vai caber ao presidente do STF, Lewandowski.

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