Morre presidente do Uzbequistão, Islam Karimov

Governo uzbeque confirma morte de chefe de Estado, aos 78 anos. Karimov assumiu o comando do país da antiga União Soviética há quase três décadas e era alvo de críticas do Ocidente por sua liderança autoritária.

O governo e o Parlamento do Uzbequistão confirmaram nesta sexta-feira (02/09), em comunicado conjunto, a morte do presidente do país, Islam Karimov, aos 78 anos.

"Em 2 de setembro, depois de uma grave doença, morreu o líder político proeminente, o presidente do Uzbequistão, Islam Karimov", diz a nota, sem dar mais detalhes sobre a enfermidade. Karimov foi hospitalizado há cerca de uma semana após sofrer um acidente vascular cerebral.

O comunicado informa que o enterro ocorrerá neste sábado na cidade natal do líder, Samarcanda. À frente da comissão encarregada de organizar o funeral está o primeiro-ministro do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev, apontado por analistas como o possível sucessor de Karimov.

Em decorrência da morte do presidente, que passou quase três décadas no poder, serão declarados três dias de luto oficial no país a partir deste sábado, acrescenta a nota.

O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, prestou condolências nesta sexta-feira pela morte de Karimov. "Que a misericórdia de Deus esteja com ele. A República da Turquia compartilha a dor e a tristeza com o povo uzbeque", disse o premiê em pronunciamento à imprensa.

O presidente da Geórgia, Georgy Margvelashvili, emitiu um comunicado lamentando a morte. "Tenho certeza de que o nome de Islam Karimov ocupará um lugar digno na história", afirma o texto.

"Karimov dirigiu o país em um período muito complexo e, graças a sua liderança, o Uzbequistão alcançou um notável desenvolvimento, crescimento e bem-estar", destaca Margvelashvili.

Criticado pelo Ocidente e por organizações de direitos humanos por sua liderança autoritária, Karimov,comandava o Uzbequistão desde 1989, primeiro como chefe do Partido Comunista local e depois como presidente, após a independência da União Soviética, em 1991.

Formado em engenharia mecânica, ele venceu as eleições em março de 2015 pela quarta vez, com mais de 90% dos votos. O país, no entanto, nunca teve um processo eleitoral considerado justo e livre por organismos internacionais.

EK/efe/lusa/rtr

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