Parlamento espanhol volta a rejeitar reeleição de Rajoy

Presidente interino do governo espanhol, Mariano Rajoy não recebe votos suficientes para se reeleger. Segunda derrota reabre rodada de negociações entre partidos que têm dois meses para evitar terceira eleição em um ano.

O Parlamento da Espanha rejeitou mais uma vez, em votação nesta sexta-feira (02/09), a reeleição do líder do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, como presidente do governo, cargo que ocupa atualmente de forma interina após tê-lo exercido entre 2011 e 2015.

Há dois dias, o político já havia fracassado em sua primeira tentativa de garantir um segundo mandato como chefe do governo espanhol, quando ficou a apenas seis votos dos 176 que necessitava para uma maioria absoluta num Congresso composto por 350 assentos.

Na segunda rodada de votação, nesta sexta-feira, o resultado não foi diferente: Rajoy recebeu o apoio de 170 deputados favoráveis a sua reeleição, ante 180 votos contrários.

Entre os deputados que votaram a favor do presidente interino, 137 eram de seu próprio partido, o conservador PP, outros 32, do liberal Ciudadanos, além de um voto único da Coalização Canária.

Já os votos contrários vieram de 85 deputados do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), 71 da coalização de esquerda Unidos Podemos e 24 de outras legendas nacionalistas.

Assim, Rajoy tornou-se o segundo candidato da história recente espanhola a ter posse rejeitada pelo Congresso, como já havia ocorrido em março com o líder do PSOE, Pedro Sánchez.

Na época, o líder socialista recebeu apoio de 130 deputados, mas foi rejeitado por outros 219 na primeira votação. Na segunda rodada, foram 131 votos a favor e 218 contrários.

Os dois foram os únicos candidatos que passaram por tentativas de destravar a indefinição política na Espanha, que já dura oito meses e pode resultar numa terceira rodada de eleições no país em um ano.

Nos pleitos anteriores, em 20 de dezembro de 2015 e em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos) falharam em chegar a um acordo para formar um governo estável na Espanha.

Segundo a Constituição espanhola, com a derrota de Rajoy, abre-se um período legal de dois meses para os partidos formarem um governo.

Se este prazo se encerrar sem um presidente eleito, o parlamento é dissolvido, e novas eleições legislativas serão convocadas para dezembro. Enquanto isso, Rajoy se mantém no poder como presidente interino, mas com funções limitadas.

EK/efe/lusa/rtr

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