Protestos no 7 de setembro pedem saída de Temer

Manifestantes contrários ao governo se unem ao movimento Grito dos Excluídos em várias cidades do país. Em São Paulo, ato tem menor adesão que último protesto e termina pacífico. Brasília e Rio também recebem marchas.

Manifestantes foram às ruas em pelo menos 25 estados e no Distrito Federal nesta quarta-feira (07/09) para protestar contra o governo do presidente Michel Temer. Em algumas cidades, os atos se uniram às atividades do Grito dos Excluídos, tradicional manifestação de 7 de setembro.

Em Brasília, o protesto teve lugar na Esplanada dos Ministérios. O grupo - 2,7 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar do Distrito Federal, e 10 mil pessoas, de acordo com os organizadores - pediam por novas eleições ao entoar "Eu já falei, vou repetir, é o povo que tem que decidir".

Os manifestantes, que se juntaram ao Grito dos Excluídos na capital federal, também criticaram a reforma da Previdência e a proposta de fixação de um teto para o reajuste orçamentário.

Antes do ato, durante o desfile oficial de 7 de setembro, o presidente recebeu vaias e gritos de "golpista" e "Fora, Temer" em sua primeira aparição pública após o impeachment de Dilma Rousseff. Um dos manifestantes levantou uma faixa com os dizeres: "Não aceitamos governo ilegítimo."

Já São Paulo foi palco de dois protestos contra o governo Temer - ambos pacíficos, diferente do que vinha sendo visto em manifestações recentes.

Um dos atos, também convocado pelo Grito dos Excluídos, teve início na avenida Paulista e foi encerrado no Ibirapuera. Segundo a organização, havia 15 mil pessoas - a Polícia Militar não fez estimativa de público. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o ex-senador Eduardo Suplicy estiveram no protesto sob cartazes com mensagens como "Fora, Temer" e "Não ao golpe".

Outro protesto começou mais tarde na Praça da Sé, percorrendo também a avenida Paulista e terminando algumas horas depois na Praça da República, no centro da cidade. A quantidade de pessoas presentes no ato não foi informada nem pela PM nem pela organização.

O policiamento ocorreu com menos efetivo do que nas últimas manifestações. Durante o percurso, os ativistas chegaram a gritar as frases "Que coincidência: não tem polícia, não tem violência", referindo-se a outros atos com policiamento ostensivo e que acabaram com repressão policial.

No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu ao fim do desfile de 7 de setembro e ocupou uma parte da avenida Presidente Vargas. O movimento Grito dos Excluídos, que tradicionalmente defende direitos sociais, ganhou novas bandeiras com a adesão de grupos contrários ao governo Temer.

Segurando cartazes e faixas, o grupo classificava o impeachment de Dilma como "golpe" e pedia a saída do presidente peemedebista, bem como a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

O ato na capital fluminense também foi pacífico. Durante a manhã, um rapaz vestindo uma fantasia de Homem-Aranha foi detido após responder a provocações de estudantes de um colégio militar.

Os organizadores estimaram a presença de 10 mil manifestantes, enquanto a Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que não faria contagem do público.

O maior protesto contra Temer, segundo a organização, teria ocorrido em Salvador, com 100 mil pessoas. A PM não divulgou estimativas. O ato foi convocado por diversos movimentos, como Grito dos Excluídos, Central Única de Trabalhadores (CUT), Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Brasileiros foram às ruas em várias outras capitais, como Rio Branco, Maceió, Macapá, Manaus, Fortaleza, Campo Grande, Belém, João Pessoa e Porto Alegre. Em Recife, os organizadores estimaram 20 mil participantes, e em Belo Horizonte, 30 mil - a PM não fará contagem nessas cidades.

EK/abr/ots

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