Republicanos cobram explicação sobre US$ 1,7 bilhão em espécie ao Irã

Pagamento em "dinheiro vivo" coincidiu com libertação de prisioneiros americanos, o que leva congressistas a questionar se foi entregue resgate. Casa Branca nega.

O pagamento de 1,7 bilhão de dólares em "dinheiro vivo" ao Irã, pelo governo dos Estados Unidos, no início deste ano, levou congressistas republicanos a novamente cobrar explicações à administração do presidente Barack Obama nesta quinta-feira (08/09).

O dinheiro foi entregue em três parcelas, nos dias 17 e 22 de janeiro e 5 de fevereiro. O pagamento da primeira parcela coincide com a libertação de quatro prisioneiros americanos, o que levou os republicanos a questionar se os Estados Unidos teriam pagado um resgate ao Irã. Entre os libertados está o repórter Jason Rezaian, do Washington Post.

A Casa Branca argumentou que o valor de 1,7 bilhão de dólares foi alcançado num acordo extrajudicial referente a uma encomenda de armas feita pelo Irã no início de 1979, ainda nos tempos do xá. Com a Revolução Islâmica, a encomenda nunca foi entregue, e o Irã levou o caso a um tribunal em Haia. O valor se refere aos 400 milhões de dólares da encomenda e mais 1,3 bilhão de juros.

Segundo autoridades americanas, as condições do acordo extrajudicial são melhores para os Estados Unidos do que as que seriam arbitradas pelo tribunal. Elas também disseram que o Irã solicitou acesso imediato ao dinheiro, o que explica a inusitada operação de transferência.

Depois de serem depositadas pelos Estados Unidos num banco europeu, as três parcelas foram convertidas em euros, francos suíços e outras moedas e enviadas por avião, em espécie, de Genebra para Teerã. As autoridades da administração Obama defenderam o procedimento, argumentando que as sanções internacionais isolaram o Irã do sistema financeiro internacional.

A Casa Branca ressalvou que o pagamento e a libertação dos reféns são casos separados, mas admitiu que reteve o dinheiro até que os americanos fossem libertados. A acusação de que houve pagamento de resgate, porém, foi descartada.

KG/ap/ots

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