Governo da Síria aprova cessar-fogo

Agência estatal de notícias diz que acordo intermediado por Moscou e Washington foi realizado com o conhecimento do regime de Damasco. Hostilidades se intensificam no país antes do início da trégua.

O governo da Síria teria aprovado o acordo de cessar-fogo no país intermediado pela Rússia e pelos Estados Unidos, informou neste sábado (10/09) a agência estatal de notícias Sana, enquanto prosseguem os combates em diversas regiões do país.

"A interrupção das hostilidades será iniciada em Aleppo, por razões humanitárias", disse a agência síria. O acordo entre Moscou e Washington visa permitir o acesso de ajuda internacional, estabelecendo uma zona desmilitarizada em torno da rodovia que leva à cidade.

"O acordo, em sua totalidade, foi atingido com o conhecimento do governo sírio, que o aprovou", afirmou a Sana, citando "fontes informadas", sem, no entanto, identificá-las.

Neste sábado, porém, os combates se intensificaram em diversas regiões da Síria. A organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora o conflito no país, afirmou que ao menos 24 civis morreram em razão de um bombardeio na cidade de Idlib, controladas pelos rebeldes.

O ataque atingiu um mercado público na cidade, ferindo 90 pessoas. O Observatório o atribuiu a aeronaves não identificadas, mas a Coalizão Nacional Síria - um dos principais grupos de oposição ao regime de Damasco - afirma que teria sido realizado por aviões militares russos.

"Esse massacre ocorreu poucas horas após o acordo de Genebra, expondo as verdadeiras intenções do regime e seus aliados", afirmou a Coalizão em comunicado. Segundo o Observatório, outros dez civis morreram em ataques aéreos e bombardeios em Aleppo.

O cessar-fogo, com início marcado para o dia 12 de setembro, abre caminho para uma solução política para o conflito iniciado em 2011, que já matou mais de 200 mil pessoas e resultou no deslocamento de praticamente a metade da população síria.

Além disso, permitirá que russos e americanos realizem operações conjuntas contra grupos jihadistas que atuam no país, entre estes, a organização extremista "Estado Islâmico" (EI).

RC/dpa/afp

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