EUA lembram vítimas do 11 de Setembro

Cerimônias marcam o 15º aniversário dos ataques terroristas que mataram quase 3mil em 2001. Presidente do país, Barack Obama, pede que americanos não se deixem dividir e elogia resiliência dos parentes das vítimas.

Em discurso no 15º aniversário dos atentados do 11 de Setembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu aos americanos que permaneçam unidos e protejam a diversidade. Como manda a tradição, os nomes dos mortos nos atentados foram lidos no Marco Zero, em Nova York.

Autoridades e parentes das vítimas do maior atentado terrorista em solo americano se reuniram em vários locais em todo o país, neste domingo (11/09), para lembrar os ataques que mataram quase 3 mil pessoas.

Durante o serviço memorial no Pentágono, perto da capital Washington, o chefe de Estado dos EUA elogiou a resiliência das famílias das vítimas. Ele descreveu o aniversário como um "dia difícil", mas que "revela o amor e a fidelidade em seus corações e no coração de nossa nação".

Obama também pediu aos americanos que não se deixem dividir pelos inimigos. "Nossa diversidade, nossa herança multicultural, não é uma fraqueza. Ela é e sempre será uma de nossas maiores forças. Este é o país que foi atacado naquela manhã de setembro; este é o país ao qual devemos permanecer fiéis."

O presidente dos EUA também depositou uma coroa de flores no local onde 184 pessoas perderam suas vidas, quando um avião de passageiros sequestrado por terroristas colidiu com o edifício, em 11 de setembro de 2001.

"Não fica mais fácil"

A cerimônia principal, realizada no Marco Zero, em Nova York, com a presença de centenas de parentes de vítimas, começou às 08h46 (hora local), marcando o momento em que o primeiro avião atingiu a torre norte do World Trade Center. Sinos sinalizaram o início do evento.

Após o primeiro minuto de silêncio, as autoridades começaram a ler a lista completa das vítimas do 11 de setembro - a maioria, funcionários das Torres Gêmeas destruídas. Centenas de policiais e bombeiros da cidade de Nova York também morreram ao tentar salvar civis dos prédios em chamas.

Campanha eleitoral em espera

Tom Acquaviva, que perdeu seu filho Paul nos ataques, recordou: "Não fica mais fácil. A dor nunca vai embora. Não se segue adiante: ela fica com você para sempre."

As igrejas locais tocaram sinos mais cinco vezes - acompanhados de novos minutos de silêncio - durante a leitura dos nomes, marcando o momento em que a outra aeronave se chocou contra a torre sul, o momento do impacto no Pentágono e o da queda do voo 93 na Pensilvânia, depois de os passageiros se rebelarem contra os sequestradores. Os dois últimos toques marcaram os momentos em que as torres desabaram.

Uma cerimônia foi também realizada perto do local do acidente em Shanksville, na Pensilvânia, onde um centro de visitantes foi inaugurado no ano passado para homenagear os 40 passageiros e tripulantes mortos na queda do avião da United Airline.

Os candidatos presidenciais Hillary Clinton e Donald Trump participaram da cerimônia em Nova York, mas não se pronunciaram. Como manda a tradição, ambos também suspenderam seus anúncios televisivos de campanha eleitoral.

PV/rtr/ap/afp/dpa

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