Diálogo político retomado em Moçambique

Leonel Matias (Maputo)

Governo e a RENAMO sentaram-se de novo à mesa após um interregno de mais de duas semanas. Este encontro surge num momento em que se tem registado uma escalada de violência no país.

A Comissao Mista do diálogo político entre o governo e a RENAMO visando o restabelecimento da paz no pais reatou esta segunda feira (12.09) as sessões com a mediação internacional. Este foi o primeiro encontro após um interregno de mais de duas semanas.

O Chefe da missão mista de observadores, Mario Rafaelli, questionado sobre os resultados dos contactos realizados esta segunda feira limitou-se a afirmar que esta era apenas uma primeira reunião e que não é possível adiantar quando é que será o próximo encontro.

As delegações do Governo e da RENAMO não prestaram declarações a imprensa.

Questionado sobre o clima registado durante os encontros, Mário Rafaelli disse que "o mediador tem que estar satisfeito".

Escalada de violência

A retomada do diálogo ocorre numa altura em que se regista uma subida do tom do discurso político e uma escalada dos ataques e assassinatos atribuídos, pelas autoridades moçambicanas, à RENAMO em vários postos administrativos .

Por outro lado, no último fim de semana, a polícia acusou homens armados da RENAMO de terem interditado a circulação de pessoas e bens no troco Cuamba-Marrupa, na provincia do Niassa.

Segundo a corporação, a situação voltou já a normalidade.

As forcas governamentais reivindicaram tambem a destruição no ultimo sábado (10.09) de um quartel da RENAMO em Morrumbala, na província da Zambézia. Ainda na última semana, a RENAMO afirma que homens armados não identificados teriam tentado alvejar a tiro a chefe da bancada parlamentar daquele partido, Ivone Soares, em Quelimane, na Zambézia.

Ex-combatentes pedem armas

Por seu turno, a Associação dos combatentes da luta de libertação nacional pediu armas para lutar contra a RENAMO. Antes da interrupção do diálogo entre o Governo e a RENAMO as partes discutiam o ponto relativo a suspensão das hostilidades.

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