Quase 2 milhões de crianças vivem na pobreza na Alemanha

Apesar da crescente sensação de prosperidade na maior economia da Europa, aumenta número de crianças e adolescentes que dependem de ajuda social no país, aponta estudo. Mais afetados são filhos de pais solteiros.

A pobreza infantil na Alemanha aumentou nos últimos cinco anos, apesar da crescente sensação de prosperidade na maior economia da Europa, de acordo com um estudo divulgado pela Fundação Bertelsmann nesta segunda-feira (12/09).

No ano passado, quase 2 milhões de crianças e adolescentes viviam em famílias dependentes de assistência social no país. Isso equivale a 13,2% dos menores de 18 anos e representa um aumento de 0,4 ponto percentual em relação a 2011, aponta o documento.

"Nosso novo estudo mostra que as medidas governamentais atuais não são suficientes para evitar a pobreza infantil", diz um comunicado de imprensa da Fundação Bertelsmann.

Segundo o levantamento, os mais atingidos são os filhos de pais solteiros. Entre todos os menores afetados, metade vivia com mãe ou pai solteiro, enquanto 36% viviam em famílias com três ou mais crianças.

Isolamento e problemas de saúde

Em comparação com crianças da mesma idade de famílias de renda regulares, as crianças de famílias que recebem assistência social muitas vezes sofrem isolamento e têm problemas de saúde.

Muitas vezes, as crianças mais pobres não têm quarto próprio, tornando impossível ter um espaço privado. Com frequência elas se alimentam de forma pouco saudável, e o financiamento de atividades extracurriculares e cultivo de certos interesses são luxos muitas vezes inacessíveis.

O risco de crescer na pobreza também varia conforme a região. No leste da Alemanha, a taxa de menores afetados pela pobreza caiu de 24% para 21,6% entre 2011 e 2015, mas ainda é relativamente alta. No oeste de Alemanha, houve um aumento de 12,4% para 13,2%.

Jörg Dräger, membro do conselho de administração da Fundação Bertelsmann, critica o atual sistema de ajuda governamental na Alemanha por não levar as necessidades específicas das crianças em consideração.

"A ajuda deve ser orientada pelo que as crianças necessitam para uma inclusão social eficaz e para crescer de forma saudável", disse Dräger. "As crianças que vivem na pobreza não podem mudar, elas mesmas, sua situação. Por isso, o Estado tem uma responsabilidade especial neste momento", acrescentou. "A pobreza infantil afetas as chances para a vida toda."

MD/afp/dpa/efe

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