Polícia acha novas bombas e caça suspeito de ataque em NY

FBI busca afegão naturalizado americano por ligação com o atentado a bomba que deixou 29 feridos no bairro de Chelsea. Governador não descarta conexão com terrorismo internacional.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, identificou nesta segunda-feira (19/09) um dos suspeitos de estar por trás do atentado ocorrido na noite de sábado, que deixou 29 feridos no bairro de Chelsea. O homem seria Ahmad Khan Rahawi, de 28 anos, um afegão naturalizado americano, que poderia estar "armado e perigoso", disse o prefeito.

A explosão em Chelsea deixou 29 feridos, danificando edifícios e espalhando estilhaços. Mais tarde, outro artefato foi descoberto pela polícia a quatro quarteirões do local, sendo desarmado em segurança. As duas bombas foram feitas com panelas de pressão, telefones celulares dobráveis, luzes de Natal, estilhaços e explosivos, segundo informou o jornal New York Times.

"Precisamos deter esse sujeito imediatamente", disse De Blasio. "Minha experiência é que, quando o FBI se concentra em alguém, ele o pega."

O governador Andrew Cuomo, que no domingo descartara ligação do ataque com o terrorismo internacional, disse que os novos dados podem fazer com que mude de ideia. "Eu não me surpreenderia se esse ato tivesse conexão internacional", afirmou à CNN.

Na noite de domingo, agentes do FBI (a polícia federal americana) detiveram um automóvel suspeito no bairro nova-iorquino do Brooklin. Segundo a agência de notícias Associated Press, os cinco ocupantes do veículo teriam sido levados para averiguações num edifício do FBI em Manhattan.

Três ataques em 24 horas

Investigadores analisam três ataques ou tentativas de atentados ocorridos em dois estados americanos num período de 24 horas. Além de Nova York, houve um ataque a faca em Minnesota no domingo, e nesta segunda-feira cinco explosivos foram achados em Nova Jersey.

As autoridades afirmam que ainda não há provas de que os incidentes ocorridos nos três estados tenham qualquer ligação.

Em Minnesota, a polícia ainda investiga os motivos pelos quais um homem atacou a faca nove pessoas num centro comercial. A agência de notícias Amaq, ligada à organização extremista "Estado Islâmico" (EI), disse nesta segunda-feira que o ataque de Minnesota teria sido realizado por um dos "soldados" do grupo jihadista.

O FBI disse que investiga o incidente como um "ato de terrorismo em potencial". A imprensa local identificou o suspeito pelo atentado como sendo um jovem somali-americano de 22 anos. Segundo a polícia, ele teria perguntado a algumas das vítimas se eram muçulmanas, antes de atacá-las, e teria feito "referências a Alá".

Em Nova Jersey, a polícia encontrou cinco artefatos explosivos nas proximidades da cidade de Elizabeth. O pacote explodiu enquanto era examinado por um robô da brigada antiexplosivos, sem deixar feridos.

RC/ap/afp

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