Santos diz que referendo pode mudar a história

Presidente colombiano comparece para votar logo após abertura das urnas no país e diz que votação sobre acordo de paz entre governo e as Farc "permitirá acabar com uma guerra de 52 anos e abrir o caminho da paz$escape.getQuote().O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse neste domingo (02/10) ao votar no referendo da paz que espera que o resultado desta consulta sobre o acordo assinado com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) "mude a história deste país para o bem". "Acabo de depositar meu voto neste dia histórico", declarou o líder após votar em uma urna localizada no Capitólio Nacional, a poucos metros da Casa de Nariño, sede do governo, 14 minutos depois da abertura dos colégios eleitorais. "Todos os colombianos podem e devem ser protagonistas desta mudança histórica para nossa nação", acrescentou o líder. Ao se referir à importância do referendo, Santos disse que o mesmo "permitirá acabar com uma guerra de 52 anos, abrir o caminho da paz e é essa paz que vai nos levar a um melhor futuro". "Espero que os colombianos saiam para votar, apesar da chuva, do mau tempo em alguns lugares", disse. Santos lembrou que no dia 2 de outubro de 1869 nasceu na Índia Mahatma Gandhi, "que nos ensinou tanto a cultura da não violência", pedindo aos colombianos que "adotem essa cultura". Citando uma frase de Gandhi, Santos disse que "a paz é o caminho para que nossos filhos e nossos netos tenham um melhor país". Votação até as 16 horas local Os colégios eleitorais do país abriram neste domingo às 8 horas (10 horas em Brasília) para o referendo no qual quase 35 milhões de eleitores poderão votar "sim" ou "não" ao acordo de paz assinado entre o governo e a guerrilha das Farc. A chuva é o comum denominador em grande parte do país e, no caso de Bogotá, o principal distrito eleitoral, chove muito desde cedo. Os centros de votação estarão abertos durante oito horas, até as 16 horas local (18 horas em Brasília), e espera-se que uma hora depois já haja resultados consolidados. "O senhor apoia o acordo final para o término do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?" é a pergunta que os colombianos terão que responder marcando "sim" ou "não". O acordo de paz foi assinado na segunda-feira em Cartagena das Indias pelo presidente colombiano e pelo líder das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, em cerimônia apadrinhada pela comunidade internacional. A realização do referendo como mecanismo para que os colombianos tenham "a última palavra" sobre o estipulado entre o governo e as Farc foi proposto por Santos e, em 18 de julho, foi aceito pela Corte Constitucional. As Farc, que defendiam a convocação de uma Assembleia Constituinte como mecanismo de referendar, aceitaram o referendo e aprovaram o acordo em sua Décima Conferência Guerrilheira, realizada de 17 a 23 de setembro nos Llanos del Yarí, no sul do país. A votação será a mais tranquila em muito tempo no país, pois não só as Farc assinaram a paz com o governo, mas a segunda guerrilha do país, o Exército de Libertação Nacional (ELN), também anunciou uma cessação de ações ofensivas durante estes dias para não atrapalhar o referendo. FC/efe/lusa/dpa

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