Arábia Saudita adota calendário ocidental

Governo decide abandonar calendário islâmico, que tem menos dias, em medida para cortar gastos no funcionalismo público. País vem sofrendo com queda no preço do petróleo.O governo da Arábia Saudita decidiu, a partir deste domingo (02/10), abrir mão do calendário islâmico e adotar o gregoriano, utilizado pela maioria dos países do mundo. A medida faz parte de um grande pacote de mudanças para reduzir os custos da máquina estatal. Lunar, o calendário islâmico (ou hegírico) é composto por 12 meses, de 29 ou 30 dias – o que o faz retroceder anualmente em relação a calendários solares, como o gregoriano. Esta sexta-feira (03/10), por exemplo, é o primeiro dia do ano de 1438 no mundo muçulmano. Com a medida, o governo saudita estará, na prática, pagando o mesmo a seus funcionários públicos, por um número maior de dias de trabalho. E, ao mesmo tempo, adequará os vencimentos dos trabalhadores a seu ano fiscal, que vai de janeiro a dezembro, como no Ocidente. Maior exportadora mundial de petróleo, a Arábia Saudita está tentando adequar sua economia ao novo preço da commodity, que despencou nos últimos dois anos – o barril foi de 100 para os atuais 45 dólares. Mais de 75% da receita do país vêm desse setor. Na semana passada, o governo já havia anunciado um corte de 20% no salário de ministros e imposto limites nas horas extras e nos dias de férias dos funcionários públicos. Há duas vezes mais sauditas empregados no setor público – onde há menos horas de trabalho e férias mais longas – do que no privado. RPR/afp/ots

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