Bayer se distancia de métodos usados pela Monsanto

Presidente do grupo alemão afirma que não há intenção de introduzir sementes geniticamente modificadas na Europa se fusão se concretizar. Agroquímica americana é alvo de movimento global contra transgênicos.Mesmo após a fusão com a Monsanto, a Bayer não pretende estabelecer sementes geneticamente modificadas no mercado europeu, disse o presidente do grupo alemão, Werner Baumann, em entrevista publicada no jornal Süddeutsche Zeitung nesta segunda-feira (10/10). Baumann afirmou ao diário que sua companhia aceita o fato de a sociedade rechaçar sementes transgênicas e não vai tentar impor algo diferente. O empresário se distanciou dos métodos usados pela Monsanto até o momento afirmando que, na tentativa de introduzir plantas geneticamente modificadas na Europa apesar de toda a resistência, "o tiro saiu pela culatra". "Nós da Bayer adotamos uma abordagem de parceira para lidar com nossos clientes e todos os grupos da sociedade", afirmou Baumann. Há três semanas a Bayer chegou a um acordo sobre a compra da Monsanto por 66 bilhões de dólares. Trata-se da maior oferta já feita por uma firma alemã para a aquisição de uma companhia estrangeira. A fusão ainda precisa ser aprovada por acionistas da Monsanto e autoridades antitruste de cerca de 30 países. A gigante do setor de sementes Monsanto se tornou o principal alvo do movimento global contra os transgênicos – particularmente na Europa, onde está envolvida em grande controvérsia em torno do glifosato, seu herbicida mais usado e que os ambientalistas continuam tentando proibir. Embora a autorização do uso de glifosato na UE tenha expirado em junho deste ano, a Comissão Europeia aprovou uma prorrogação de uso por 18 meses. LPF/dpa/rtr

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