Putin declara apoio à Opep, e petróleo sobe

Em reunião internacional em Istambul, presidente russo diz que congelamento ou redução da produção é a única maneira de reequilibrar o mercado energético. Após apoio de Moscou, barril atinge maior cotação do ano.O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta segunda-feira (10/10) que Moscou apoia a iniciativa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção na tentativa de aumentar o preço da commodity. "A Rússia está pronta para se unir aos esforços comuns de limitar a produção de petróleo e chama outros exportadores a fazerem o mesmo", disse Putin na abertura do Congresso Mundial de Energia, em Istambul. "Acreditamos que o congelamento ou mesmo a redução da produção é a única maneira de manter a sustentabilidade de todo o setor energético e acelerar o reequilíbrio do mercado." O apoio da Rússia – um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, ao lado da Arábia Saudita e dos EUA – aos esforços da Opep animou o mercado e fez com que o preço da commodity fechasse em alta nesta segunda-feira. O barril do petróleo Brent, de referência na Europa, chegou a ser comercializado a 53,50 dólares, maior valor em 2016. O acordo preliminar da Opep, anunciado no fim de setembro, prevê uma redução na produção para uma faixa entre 32,5 e 33 milhões de barris por dia em 2017. Atualmente, os países da organização produzem 33,2 milhões de barris diariamente. Os níveis individuais de corte para cada país-membro e a duração da medida serão decididos numa reunião marcada para o fim de novembro. Os países da Opep – entre eles a Arábia Saudita, Iraque, Irã, Nigéria e Angola – fornecem cerca de 40% da oferta mundial de petróleo. Riad tem parte da culpa na queda dos preços. O país possui a segunda maior reserva mundial e inundou o mercado com a commodity para combater a extração por fracking, em expansão nos Estados Unidos, e dificultar a entrada do Irã no mercado. O preço do petróleo caiu mais de 50% desde meados de 2014, quando o barril era cotado a mais de 100 dólares e chegou, no início deste ano, a ser comercializado por 30 dólares. Essa queda causou problemas nas economias de alguns países exportadores, como a Venezuela e a própria Rússia, que é um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, ao lado da Arábia Saudita e dos EUA. Encontro com Erdogan Nesta segunda-feira em Istambul, Putin reuniu-se ainda com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em mais um sinal de reaproximação entre Moscou e Ancara – as relações entre as duas potências ficaram estremecidas desde que os turcos derrubaram um avião russo em novembro de 2015. Os líderes reafirmaram seu compromisso com a construção do gasoduto TurkStream, que ligará a Rússia à Turquia e ao sul da Europa. Durante o Congresso Mundial de Energia, Putin prometeu que o projeto será realizado, enquanto Erdogan, por sua vez, afirmou que a obra já estava em curso. O líder russo ainda felicitou o homólogo turco por derrotar a tentativa de golpe contra seu governo em julho deste ano, afirmando que Moscou está muito "contente" com a recuperação do país. EK/dpa/efe/ap/afp

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