EUA bombardeiam alvos rebeldes no Iêmen

Pela primeira vez, Marinha americana age diretamente contra alvos dos houthis, como resposta a mísseis disparados contra destróier. Rebeldes negam terem feito disparado.Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (13/10) que bombardearam três alvos em zonas do Iêmen controladas por rebeldes houthis, de onde teriam sido disparados mísseis contra um navio de guerra americano no Mar Vermelho nos últimos dias. Os bombardeios, autorizados pelo presidente Barack Obama, são a primeira ação militar direta americana contra alvos controlados pelos houthis – grupo xiita, alinhado ao Irã e que diz ter em Israel e EUA seus maiores inimigos – durante o atual conflito no Iêmen. Até o momento, os EUA vinham apenas dando apoio logístico à coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os rebeldes xiitas e seus aliados. O Pentágono destacou o caráter limitado dos bombardeios, que tiveram como alvo e teriam destruído radares que permitiram o lançamento de ao menos três mísseis contra o destróier USS Mason no último domingo e na quarta-feira. A embarcação conduz operações de rotina na região, junto com um navio anfíbio. "Esses ataques de autodefesa limitados foram conduzido para proteger nossas forças, nossos navios e nossa liberdade de navegação", disse o porta-voz do Pentágono, Peter Cook. Os fracassados ataques com míssil contra o USS Mason parecem ter sido parte da reação a um bombardeio supostamente liderado pela Arábia Saudita a um funeral na capital iemenita, Sana, que deixou 140 mortos. Os houthis, que combatem o governo internacionalmente reconhecido do presidente Abd Rabbu Mansour al-Hadi, negaram envolvimento na tentativa de atingir o navio americano no último domingo. Na quinta-feira, os rebeldes reiteraram que não realizaram os ataques e que os mísseis não vieram de áreas sob seu controle. Aliados do predecessor de Hadi, Ali Abdullah Saleh, os houthis contam com o apoio de muitas unidades do Exército e controlam a maior parte do norte do país, incluindo a capital. Os mísseis e um ataque a uma embarcação dos Emirados Árabes Unidos realizado em 1º de outubro levantam dúvidas sobre a segurança para a circulação de navios militares pelo estreito de Bab al-Mandab, uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. O Pentágono alertou sobre futuros bombardeios. "Os EUA vão responder a qualquer ataque a nosso navios e tráfego comercial", afirmou Cook. LPF/rtr/ap/efe/lusa

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