DNA de neonazista provoca reviravolta no caso Peggy

Investigadores encontraram traços do DNA do extremista Uwe Böhnhardt no local onde foram localizados os restos mortais da menina Peggy K. Descoberta torna ainda mais intrigante um mistério de 15 anos.A polícia alemã encontrou traços do DNA de um dos integrantes do grupo neonazista Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU, na sigla original) no local onde foram encontrados os restos mortais da menina Peggy K., morta em 2001, aos 9 anos de idade, quando retornava da escola. Segundo comunicado da polícia da região da Alta Francônia, divulgado nesta quinta-feira (13/10), traços do DNA do extremista Uwe Böhnhardt, morto em 2011, foram detectados num pequeno pedaço de tecido que estava ao lado do esqueleto de Peggy, encontrado em julho passado numa floresta do estado alemão da Turíngia, a cerca de 15 quilômetros da residência da menina. A polícia afirmou que investiga agora como esse material genético foi parar lá e se há uma relação entre a NSU e a morte de Peggy. Até o momento, nada indicava que houvesse. Não está totalmente descartada a possibilidade de que tenha havido "contaminação" do tecido, apesar de investigadores considerarem essa opção pouco provável porque as análises foram feitas por laboratórios diferentes. Além disso, as investigações do caso NSU já haviam revelado que pessoas ligadas ao grupo são suspeitas de abuso sexual de crianças. A morte de Peggy é um dos casos não solucionados mais famosos da história da polícia alemã. Em 2001, a estudante de Lichtenberg, na Baviera, deixou sua escola ao fim da aula e desapareceu no caminho para casa. Os restos mortais dela foram localizados somente em julho de 2016 numa floresta na fronteira da Turíngia com a Baviera por um catador de cogumelos. Segundo a polícia, o esqueleto dela não está completo e faltam peças da vestimenta e da mochila escolar. A polícia também diz que a menina não foi morta no local onde o esqueleto foi encontrado e diz não saber quanto tempo ela esteve viva depois de desaparecer. A NSU é responsabilizada por dez mortes e dois ataques com bomba. As vítimas são migrantes e também uma policial alemã. Além de Böhnhardt, faziam parte do grupo Uwe Mundlos e Beate Zschäpe. Os dois primeiros cometeram suicídio em 2011 para escapar da detenção pela polícia, e Zschäpe está sendo julgada em Munique. AS//afp/dpa/ard

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