Obama alivia ainda mais restrições a Cuba

Medidas para atenuar embargo envolvem áreas como medicina e agricultura e incluem a suspensão do limite de compra de charutos e runs cubanos a americanos. Presidente cita intenção de tornar abertura a Cuba irreversível.Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (14/10) novas ações destinadas a aliviar as restrições financeiras, comerciais e de viagens a Cuba, como parte do esforço do presidente Barack Obama para tornar irreversível a reaproximação com o país antes de ele deixar a Casa Branca, em janeiro de 2017. Em comunicado, o presidente americano afirmou que as medidas dão mais um passo importante na tentativa de normalizar as relações bilaterais entre Washington e Havana, além de "promover o engajamento com o governo e o povo cubano e tentar tornar a nossa abertura a Cuba irreversível". As alterações, que entram em vigor em 17 de outubro, foram emitidas por meio de uma diretiva assinada por Obama nesta sexta-feira, flexibilizando a interação entre os dois países em diversas áreas. Na medicina, por exemplo, será facilitada a cooperação entre cidadãos americanos e cubanos em projetos de pesquisa médica, e ficará permitido que os EUA importem remédios da ilha – contanto que eles sejam aprovados pela FDA, agência que regula alimentos e medicamentos no país. Quanto à agricultura, os Estados Unidos poderão exportar para Cuba artigos como pesticidas ou tratores, que já não estarão mais sujeitos a restrições de pagamento em dinheiro ou a crédito. Além disso, americanos poderão se envolver em projetos de infraestrutura no país de Raúl Castro. A alteração mais popular para os americanos, no entanto, é a suspensão do limite à compra de charutos e rum cubanos para viajantes dos EUA, revertendo uma restrição de mais de 50 anos. Até então, americanos só podiam levar esses produtos num valor total de 100 dólares. Desde o início do processo de reaproximação com Cuba, em dezembro de 2014, Obama tem adotado medidas para atenuar o embargo econômico imposto à ilha em 1962. A suspensão total do embargo, porém, depende do Congresso, atualmente controlado por maioria republicana. Em março deste ano, o democrata fez uma visita histórica a Cuba, a primeira de um presidente americano em 88 anos. EK/efe/ap/dpa/lusa

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