Trump volta a ser acusado de assédio sexual

Após casos semelhantes terem vindo à tona, fotógrafa americana conta episódio em que empresário a tocou indevidamente em boate de Nova York nos anos 1990. Porta-voz nega acusação, publicada no jornal "Washington Post$escape.getQuote().Mais uma acusação de assédio sexual contra o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, veio à tona nesta sexta-feira (14/10), depois de a imprensa americana publicar uma série de relatos de mulheres que dizem ter sido assediadas pelo magnata. Em depoimento ao jornal Washington Post, publicado nesta sexta-feira, a fotógrafa Kristin Anderson, hoje com 46 anos, conta ter sido tocada por Trump numa boate em Nova York no início dos anos 1990. Ela tinha 20 anos na época e tentava ingressar na carreira de modelo. Anderson relata que estava sentada num sofá da boate com amigos, quando um homem colocou a mão por baixo de sua saia e a tocou através da roupa íntima. Ela diz ter imediatamente empurrado a mão e levantado do sofá para ver quem havia feito aquilo, quando reconheceu Donald Trump. "Ele tinha uma aparência tão inconfundível – com o cabelo e as sobrancelhas. Quero dizer, ninguém tem aquelas sobrancelhas", afirmou Anderson ao jornal. Na época, o empresário já era uma grande celebridade, além de presença constante na cena noturna de Nova York, explica o veículo. Segundo a fotógrafa, que hoje mora na Carolina do Sul, o episódio não durou mais de 30 segundos. No momento, ela e seus amigos ficaram "enojados" com o ocorrido e pensaram: "Ok, Donald é um nojento. Todos sabemos que ele é nojento. Vamos apenas seguir em frente." Ao longo dos anos, ela diz ter contado a história a alguns amigos, que confirmaram o depoimento ao Washington Post. De acordo com o veículo, um repórter do jornal entrou em contato com Anderson após ouvir o relato de um conhecido, e ela demorou vários dias para decidir se tornaria a história pública. Em comunicado enviado por e-mail ao Washington Post, a porta-voz de Trump, Hope Hicks, desmentiu as acusações. "O Sr. Trump nega veementemente esta falsa alegação de alguém que está procurando obter alguma publicidade gratuita. É totalmente ridículo", diz a mensagem. Outras denúncias O relato de Anderson é mais uma das recentes acusações de assédio sexual contra o candidato republicano, que vieram à tona após a divulgação, na semana passada, de um vídeo gravado em 2005 no qual Trump se manifesta de maneira sexista e depreciativa em relação a mulheres. Na última quarta-feira, o jornal The New York Times publicou depoimentos de duas mulheres que envolvem o magnata em episódios semelhantes de assédio. Uma delas, Jessica Leeds, diz que Trump apalpou seus seios e tentou colocar a mão sob sua saia num voo para Nova York, por volta de 1980. A segunda mulher, Rachel Crooks, conta que Trump a beijou na boca em 2005, diante de um elevador no edifício Trump Tower, em Manhattan. "Fiquei chateada por ele pensar que eu era tão insignificante que ele podia fazer aquilo", contou ela, que tinha 22 anos e trabalhava como recepcionista. Em poucas horas, uma série de outros meios de comunicação noticiaram casos parecidos. A revista People publicou um relato detalhado em primeira pessoa de sua repórter Natasha Stoynoff. Ela diz que, em 2005, Trump a empurrou contra uma parede e a beijou enquanto ela lutava para se soltar. As revelações, classificadas por um porta-voz do magnata como relatos de ficção, têm gerado tensões dentro do Partido Republicano e fizeram com que uma série de políticos da legenda retirassem seu apoio ao candidato, com muitos pedindo que ele abandone a corrida à Casa Branca. EK/ap/rtr/ots

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