Boris Johnson defendeu ficar na UE em artigo inédito

Líder da campanha para deixar União Europeia escreveu artigo defendendo permanência no bloco pouco antes de assumir uma posição, informa jornal britânico. Johnson diz que estava apenas tentando "clarear suas ideias$escape.getQuote().O ministro britânico do Exterior, Boris Johnson, escreveu um artigo defendendo a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) poucos dias antes de se tornar o principal líder da campanha para deixar o bloco, noticiou neste domingo (16/10) o jornal Sunday Times. No artigo, escrito para o jornal Daily Telegraph e até este domingo inédito, Johnson afirma que permanecer na União Europeia seria "uma benção para o mundo e a Europa" e alerta que deixar o bloco poderia causar um choque econômico, além do rompimento da união com a Escócia. "Há algumas grandes questões que o lado do 'fora' precisa responder", escreveu Johnson. Ele também defendeu a permanência no mercado comum europeu. "Este é um mercado na porta da nossa casa, pronto para continuar a ser explorado por empresas britânicas: a taxa para fazer parte do clube é pequena em comparação com o que ela oferece. Por que estamos tão determinados a virar as costas para ele?", escreveu. Johnson argumenta ainda que deixar a União Europeia seria fortalecer o presidente russo, Vladimir Putin. "Não queremos fazer qualquer coisa que estimule mais exibicionismo sem camisa da parte do líder russo, nem no Oriente Médio, nem em qualquer outro lugar." Depois da publicação do artigo, neste fim de semana, o secretário do Exterior disse a jornalistas que, em fevereiro, estava indeciso sobre qual lado apoiar e resolveu escrever dois artigos, um a favor e outro contra, para "clarear suas ideias" antes de tomar uma decisão. "Aí coloquei um do lado do outro e ficou totalmente claro o que era a coisa certa a fazer", explicou. "Acho que as pessoas tomaram a decisão correta", disse Johnson, sobre o Brexit. A campanha contra a permanência na União Europeia, liderada por ele, saiu vitoriosa, angariando os votos de 52% dos eleitores no referendo de 23 de junho. Desde então, a libra caiu 18% em relação ao dólar e a primeira-ministra Nicola Sturgeon disse que planeja um novo referendo sobre a independência da Escócia do Reino Unido. AS/ap/afp

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